sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Brasil segue sem medicamento para doenças causadas por fungos

"Quando se fala em micose, todo mundo pensa em infecção de unha, pé de atleta, frieira. Mas há infecções por fungos que são muito graves," explica a pesquisadora Franqueline Reichert Lima, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.
Segundo ela, as doenças fúngicas acometem principalmente pessoas com o sistema imunológico fragilizado por outras doenças.

Exemplos destes fungos são os Cryptococcus, agentes causadores da criptococose. A pesquisadora isolou os fungos provenientes tanto de pacientes tratados no Hospital de Clínicas da Unicamp, quanto encontrados em fezes de pombo na cidade de Campinas (SP).

A seguir, ela testou combinações de medicamentos antifúngicos para combatê-los.

Anticoncepcional com controle remoto

Medicamentos em chips
Uma empresa norte-americana está tentando levar dos laboratórios para as farmácias uma nova tecnologia de aplicação contínua de medicamentos.

Conhecidos como biochips, os pequenos dispositivos são fabricados com a mesma tecnologia dos chips de computador.

Mas, além de fios e transistores, o chip contém microcanais por onde o medicamento de um reservatório pode ser aplicado de forma controlada pelos circuitos do chip - a técnica é conhecida como microfluídica.

Alimentos que ajudam no combate à depressão

A depressão é um dos distúrbios afetivos mais comuns atualmente.

Com forte incidência no público feminino, os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a doença.

Os principais sintomas são a falta de energia, alterações de humor, falta de interesse e motivação para as atividades cotidianas e crises de ansiedade.

Contudo, os antidepressivos são a classe de medicamentos mais controversa entre os especialistas, com vários deles argumentando que os antidepressivos fazem mais mal do que bem aos pacientes.

Por isso, pesquisadores estão tentando usar outras técnicas, como uma alimentação mais saudável, para inibir os efeitos da depressão.

Fármaco mostra resultados promissores contra a hipertensão

O tratamento de ratos hipertensos com o fármaco rostafuroxina – atualmente em fase de testes clínicos – melhorou em 50% a capacidade de relaxamento das artérias, reverteu o quadro de estresse oxidativo observado no endotélio e reduziu significativamente os índices de pressão arterial dos animais.

Os dados, publicados em artigo recente do Journal of Hypertension, são de um estudo realizado no Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

A linha de pesquisa foi apresentada pela professora Luciana Venturini Rossoni durante a 29ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada entre os dias 27 e 30 de agosto em Caxambu (MG).

“A rostafuroxina é um fármaco antagonista das ações da ouabaína, hormônio responsável por fazer o controle fino do manuseio de sódio no rim, da volemia [quantidade de sangue circulando no corpo] e das concentrações intracelulares de cálcio nos vasos sanguíneos e no coração. Estudos anteriores mostraram que 45% dos pacientes hipertensos apresentam concentrações elevadas de ouabaína no plasma”, contou Rossoni.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Doenças causadas pelo tempo seco: como prevenir e tratar

Baixa umidade do ar aumenta incidência de doenças respiratórias e de infecções virais e bacterianas

Os meses do inverno têm tempo seco em grande parte do território brasileiro. Quando a umidade do ar cai para menos de 30% — o índice ideal, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é de 60% —, aumenta a incidência de problemas como alergias respiratórias e viroses. 

domingo, 7 de setembro de 2014

USP descobre tratamento mais eficaz para Doença de Chagas

Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 3 milhões de pessoas possuem doença de Chagas no país e a maioria já na fase crônica, quando órgãos como coração e esôfago começam a inflamar e inchar. 

O problema é que 40% dos pacientes abandonam o tratamento nos primeiros dez dias porque o benznidazol, único medicamento usado contra a moléstia, provoca muitos efeitos colaterais. Com base nessa constatação, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) conseguiram desenvolver uma substância cinco vezes mais eficiente que a atual e, principalmente, menos tóxica ao ser humano. 

Modificações 

O pesquisador João Santana da Silva explica que o resultado foi obtido a partir de modificações na estrutura molecular do próprio benznidazol, usado no tratamento da doença de chagas há 40 anos. 

O medicamento atua no sentido de eliminar da corrente sanguínea o Trypanossoma Cruzi - parasita transmitido pelo inseto conhecido como barbeiro. 

Terapia gênica restaura visão de portadores de cegueira congênita

Mais de 20 portadores de um tipo de cegueira causada por um defeito genético e conhecida como amaurose congênita de Leber (ACL) voltaram a enxergar graças a um tratamento desenvolvido por pesquisadores da University of Pennsylvania e do The Children’s Hospital of Philadelphia – ambos nos Estados Unidos.

Um dos líderes do grupo é o brasileiro Valder Arruda, que apresentou resultados dos testes já realizados durante o evento “Advanced Topics in Genomics and Cell Biology”, realizado entre os dias 4 e 6 de agosto na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Demonstramos a segurança e a eficácia do tratamento e estamos na fase de encontrar a dose capaz de ter efeito terapêutico em todos os pacientes. Acredito que essa possa ser a primeira terapia gênica aprovada para uso comercial pelo FDA [Food and Drug Administration, agência de vigilância sanitária americana]”, disse Arruda, ex-professor da Unicamp e atualmente docente da University of Pennsylvania. Até chegar a essa fase, foram muitos anos de estudo e ensaios.

Em entrevista, o pesquisador explicou que são conhecidos pelo menos 15 genes distintos que, mutados, resultam em cegueira congênita do tipo ACL. Todos eles causam uma degeneração progressiva da retina que tem início no nascimento.

Probióticos podem ajudar a diminuir a acumulação de gordura no fígado

O consumo de probióticos ao longo de um mês pode ajudar a diminuir a acumulação de gordura no fígado. O estudo publicado na revista ”PLOS ONE” é assim um grande passo na batalha contra a esteatose hepática não alcoólica.

A acumulação de gordura no fígado é denominado por estetaose e constitui o primeiro estadio da doença denominada esteatose hepática não alcoólica, que está intimamente associada à obesidade e diabetes. Um vez que a prevalência destas duas patologias não para de aumentar, a esteatose hepática não alcoólica tornou-se um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Os probióticos são microrganismos que têm efeitos benéficos quando consumidos em doses adequadas. Tradicionalmente, estes englobavam organismos vivos, contudo foi demonstrado que os microrganismos mortos, ou até componentes destes, podem ter propriedades probióticas.

Foi neste contexto que os investigadores da Universidade de Granada, em Espanha, utilizaram três estirpes de probióticos: Lactobacillus paracasei CNCM I-4034, Bifidobacterium breve CNCM I-4035 e Lactobacillus rhamnosus CNCM I-4036.

Febre maculosa está sendo confundida com dengue

Passados 85 anos desde a identificação do primeiro caso de febre maculosa em território nacional, a falta de informação continua sendo um dos maiores desafios no enfrentamento da doença.

Com quadro clínico marcado por febre alta, dores de cabeça, náuseas e vômitos, o diagnóstico correto depende do conhecimento dos profissionais de saúde sobre este agravo, que compartilha os mesmos sintomas com diversas doenças.

Cardiologistas alertam para riscos das "bebidas energéticas"

"As chamadas 'bebidas energéticas' são populares em casas de dança e durante os exercícios físicos, com as pessoas algumas vezes consumindo várias dessas bebidas, uma após a outra. Esta situação pode levar a uma série de condições adversas, incluindo angina, arritmia cardíaca (batimentos cardíacos irregulares) e até mesmo a morte súbita."
A frase, do professor Milou-Daniel Drici, da Universidade de Nice (França), foi proferida durante uma apresentação realizada nesta semana na reunião anual da Sociedade Europeia de Cardiologia.

E ele acrescentou: "Cerca de 96% dessas bebidas contêm cafeína, com uma lata típica de 250 ml podendo conter o conteúdo de dois cafés expressos de cafeína. A cafeína é um dos mais potentes antagonistas dos receptores de rianodina e leva a uma liberação maciça de cálcio dentro das células cardíacas. Isso pode causar arritmias, mas também tem efeitos sobre a capacidade do coração de contrair e usar o oxigênio. Além disso, 52% dessas bebidas contêm taurina, 33% têm glucuronolactona e dois terços contêm vitaminas."
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