sábado, 20 de dezembro de 2014

Diabetes envelhece o cérebro

A diabetes parece envelhecer o cérebro cerca de cinco anos, dá conta um estudo publicado nos “Annals of Internal Medicine”.

Os investigadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, constataram que os indivíduos diagnosticados com diabetes na meia-idade têm um maior risco de apresentar problemas cognitivos e de memória ao longo dos 20 anos seguintes, comparativamente com aqueles com níveis de açúcar normais.

Para ter “um cérebro saudável aos 70 é necessário adotar uma dieta saudável e praticar exercício físico aos 50 anos. Há um declínio cognitivo substancial associado à diabetes, pré-diabetes e a um deficiente controlo da glucose nos indivíduos com diabetes. Agora sabemos como impedir ou atrasar a diabetes associada a este declínio”, revelou em comunicado de imprensa a líder do estudo, Elizabeth Selvin.

Para este estudo, os investigadores acompanharam 15.792 indivíduos de meia-idade, que foram observados ao longo de quatro visitas com três anos de intervalo. Estas visitas começaram entre 1987 e 1989 e terminaram na quinta visita entre 2011 e 2013. A função cognitiva foi avaliada na segunda e na quinta visita. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Células cancerígenas: como afetam as células saudáveis vizinhas?

Um estudo liderado por uma investigadora portuguesa explica o mecanismo que pode levar as células cancerígenas a “infectar” células saudáveis vizinhas, abrindo novas possibilidades na detecção, monitorização e tratamento do cancro.

O trabalho realizado pela investigadora do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Porto (Ipatimup), Sonia Melo, e ao qual a agência Lusa teve acesso, demonstrou que as células tumorais têm a capacidade de transformar células normais através de exossomas (vesículas expelidas por células humanas, incluindo células tumorais).

O Ipatimup explicou, em comunicado, que todas as células humanas produzem nano-vesículas chamadas exossomas que contêm material característico de cada célula. Ao isolar os exossomas de sangue de doentes com cancro da mama, a equipa liderada por Sónia Melo demonstrou que os exossomas são capazes de “infectar” as células vizinhas normais, tornando-as cancerosas.

De acordo com os investigadores “este trabalho vem revolucionar a forma como entendemos a progressão do cancro e abre possibilidades novas nas áreas de detecção, monitorização e tratamento desta doença”.

Do ponto de vista do diagnóstico, este método também é considerado “revolucionário” porque o material é isolado através de sangue, não sendo por isso um método invasivo.

Os cientistas não conseguiram desvendar até que distância estes exossomas podem atravessar o corpo humano, mas o estudo sugere que têm bastante mobilidade. De acordo com o estudo, este mecanismo também pode tornar mais agressivas as células cancerígenas próximas.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

O importante é a função do HDL, não apenas seu nível

Efluxo de colesterol

Já se sabia que os exames de colesterol ruim podem dar resultados ruins, mas agora se descobriu que o método de medição atual do HDL, o chamado colesterol bom, também pode não expressar o que realmente está ocorrendo no organismo.

Isto porque os exames refletem apenas os níveis circulantes de HDL no sangue, e não as propriedades funcionais dessa lipoproteína.

A boa notícia é que uma outra técnica, chamada "capacidade de efluxo do colesterol", ou efluxo de colesterol, consegue medir a funcionalidade do colesterol HDL.

A equipe do Dr. Anand Rohatgi, da Universidade Sudoeste do Texas (EUA), mediu o efluxo de colesterol em mais de 3.000 participantes de um estudo multi-étnico, comparando os resultados com os níveis tradicionais de HDL e a relação dos dois resultados com o risco cardiovascular.

Sua conclusão é que o efluxo do colesterol é não apenas um indicador melhor do risco cardiovascular, como também um alvo melhor para tratamentos terapêuticos do que as medições convencionais de HDL.

Propriedade funcional do colesterol

Novo composto reduz em até 80% a dor inflamatória

Uma nova molécula conhecida como DF2593A apresentou em testes com animais capacidade de reduzir em até 80% a dor resultante de quadros inflamatórios agudos e crônicos. Em modelos de dor neuropática, causada por lesão nos nervos, o índice de redução da dor chegou a 60%.

A pesquisa está sendo conduzida no âmbito do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP –, em parceria com o laboratório farmacêutico italiano Dompé.

Parte dos resultados dos testes pré-clínicos foi divulgada em artigo publicado em novembro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

“Estamos, no momento, realizando os testes toxicológicos e, caso sejam bem-sucedidos, poderemos planejar ensaios clínicos. Nosso objetivo é desenvolver um novo medicamento para dor com menos efeitos adversos que os anti-inflamatórios hoje disponíveis”, disse Thiago Mattar Cunha, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e autor do artigo.

Lei dos 60 dias

Existe um prazo máximo para início do tratamento de câncer pelo SUS?

Sim. O paciente com câncer tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no SUS, no prazo de até 60 dias contados a partir do dia em que for assinado o diagnóstico em laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso registrada em prontuário único.

Quando que se considera iniciado o primeiro tratamento?

Considerar-se-á efetivamente iniciado o primeiro tratamento, com a realização de terapia cirúrgica ou com o início de radioterapia ou de quimioterapia, conforme a necessidade terapêutica do caso.

Esse prazo se aplica a todos os tipos de câncer?

O prazo não se aplica ao câncer não melanócito de pele dos tipos basocelular e espinocelular, ao câncer de tireoide sem fatores clínicos pré-operatórios prognósticos de alto risco; e aos casos sem indicação de tratamento cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico. Neste último caso, os pacientes terão acesso a cuidados paliativos, incluindo-se entre estes o controle da dor crônica.

Estudo ajuda a entender funcionamento da ‘chave liga e desliga’ de proteínas

As quinases são enzimas que funcionam como uma espécie de “chave liga e desliga” de proteínas e, dessa forma, regulam processos importantes no organismo, entre eles divisão, proliferação e diferenciação celular.

Qualquer problema nessa sinalização pode resultar em patologias como câncer, inflamação ou doenças cardiovasculares. Por esse motivo, cerca de 25% dos esforços da indústria farmacêutica visam a desenvolver compostos capazes de modular a atividade dessas enzimas.

Um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros que foi destaque de capa da revista Science Signaling pode tornar mais fácil identificar a proteína-alvo (ou substrato) de uma determinada quinase – tarefa nada trivial, considerando que no genoma humano existem mais de 500 diferentes enzimas do tipo.

“Quando conseguimos identificar o substrato de uma quinase podemos não apenas compreender melhor sua função no organismo como também desenhar compostos capazes de modular sua ação de forma mais seletiva, causando menos efeitos adversos”, afirmou Deborah Schechtman, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora da pesquisa apoiada pela FAPESP.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Conselho Federal de Medicina libera prescrição de canabidiol para crianças e adolescentes com epilepsia

O Conselho Federal de Medicina autorizou o uso do canabidiol – composto da maconha – no tratamento de crianças e adolescentes que sejam resistentes aos tratamentos convencionais. A prescrição é restrita a neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras. A resolução que regulamenta a medida foi encaminhada nesta quinta-feira (11) para o Diário Oficial da União, para publicação.

Segundo a entidade, os médicos autorizados a prescrever a substância deverão ser previamente cadastrados em uma plataforma online. Já os pacientes serão acompanhados por meio de relatórios frequentes feitos pelos profissionais.

Pela norma, pacientes ou os responsáveis legais deverão ser informados sobre os riscos e benefícios do uso do canabidiol e, então, assinar o termo de consentimento. Além disso, a decisão do conselho deverá ser revista no prazo de dois anos.

O canabidiol deve ser prescrito a pacientes de epilepsia ou que sofram de convulsões que não tiveram melhoras no quadro clínico após passar por tratamentos convencionais.

De acordo com o conselho, o uso da substância deve ser restrito a crianças e adolescentes menores de 18 anos – mas quem eventualmente use o medicamento antes dessa idade pode continuar o tratamento mesmo após ficar maior de idade.

As doses variam de 2,5 miligramas diários por quilo de peso do paciente a até 25 miligramas, dependendo do caso. A estimativa do conselho é que o limite diário total fique entre 200 miligramas e 300 miligramas por paciente.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Você sabe diferenciar as hepatites A, B, C, D e E?

A hepatite é uma inflamação do fígado e pode ser causada por vírus, uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.
Diagnosticar a hepatite precocemente é a melhor forma de obter maiores chances de eficácia com o tratamento.

Mas você sabe quais são as características de cada um dos tipos de hepatites? Como diferenciar as hepatites A, B, C, D e E?

Veja oito crenças erradas que podem gerar ‘superbactérias’

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas faz um alerta sobre oito crenças erradas relacionadas ao uso de antibióticos. A utilização equivocada deste tipo de medicação é considerada uma das principais causas da onda de “superbactérias” pelo mundo.

Segundo a infectologista Rosana Richtmann, médica do instituto, apesar das restrições recentes, o uso indiscriminado de antibióticos tem trazido grande preocupação à comunidade médica. As “superbactérias” são versões mais poderosas de bactérias já conhecidas, que ganham resistência aos antibióticos. Isso porque as bactérias sofreram mutações que as tornaram imunes a alguns antibióticos, que tiveram o uso banalizado foram utilizados frequentemente de forma equivocada (quando o paciente suspende o tratamento antes da hora, por exemplo).

— Um relatório da Organização Mundial de Saúde apontou que estamos vivendo a era pós-antibiótico, em que as pessoas estão morrendo de infecções simples, que eram tratáveis há décadas. Novas drogas têm sido desenvolvidas, mas elas não serão capazes de resolver o problema por si só.

Segundo Rosana, a exigência da prescrição médica para a comercialização de antibióticos no Brasil foi um avanço, mas é preciso que haja uma mudança de mentalidade. Há três anos o país tornou obrigatória a exigência da receita médica para a venda de antibiótico, e desde janeiro deste ano as farmácias passaram a ser obrigadas a ter um banco de dados do paciente e da medicação vendida. 

Orégano ajuda a diminuir consumo de sal

Pesquisadores brasileiros fizeram uma descoberta que promete ajudar não apenas os hipertensos, mas também as pessoas com pressão normal arterial a controlarem seu consumo de sal.
"Nós conseguimos comprovar cientificamente uma recomendação culinária comum que ouvimos no dia a dia: a de substituir o sal por temperos como orégano ou ervas finas," disse Patrícia Teixeira Villela, da USP em Ribeirão Preto (SP).

Enquanto a ingestão diária máxima de sal recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de até 5 gramas, no Brasil o consumo diário de sal pode chegar a 12 gramas.

Sal no pão

Patrícia testou a inclusão do orégano no pão francês. Os testes foram realizados em 4 grupos, compostos, cada um, por cerca de 30 pessoas (homens e mulheres): idosos hipertensos, idosos normotensos, jovens hipertensos e jovens normotensos.
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