terça-feira, 27 de julho de 2021

Itália recomenda dose única de vacina para quem já teve Covid-19

A Itália passa a recomendar dose única de vacina para quem já teve Covid-19, a partir do dia 22. E deve tomá-la somente seis meses depois do desaparecimento dos sintomas. A orientação vem de uma circular do governo assinada por Giovanni Rezza, diretor-geral de prevenção do Ministério da Saúde italiano.

O país usa em sua campanha de vacinação contra o coronavírus os imunizantes da Pfizer, Moderna, Janssen e AstraZeneca, todas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Alemanha, França, Holanda e Espanha já têm recomendações semelhantes.

Pai desenvolve exoesqueleto para filho se locomover sem ajuda

 Na França, um pai construiu para o filho deficiente um exoesqueleto que permite mobilidade.

Por meio de um comando de voz, o garoto de 16 anos pede para que a estrutura se levante de forma automática e ela comece a andar.

Covid e testes para avaliar a efetividade das vacinas: entenda

 A vacinação avança e, com ela, o interesse das pessoas em conhecer o estado imunológico contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2), ou seja, o interesse em saber se a vacina será efetiva diante de uma possível infecção. Para responder a essas dúvidas e inquietações, a Anvisa elaborou a Nota Técnica 33/2021, divulgada em março.  

Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que não existe hoje uma definição sobre a quantidade mínima de anticorpos neutralizantes para conferir proteção imunológica contra infecções, reinfecções e formas graves da Covid-19. Também não se sabe quanto tempo dura a ação dessas moléculas. Em outras palavras: os testes sorológicos não dão conta de provar se o imunizante recebido por você funcionará.

Plataforma pode acelerar o desenvolvimento de novos fármacos e soluções para problemas ambientais

Uma plataforma desenvolvida por pesquisadores de todo o mundo conecta informações de genoma de organismos com os seus produtos do metabolismo, chamados de metabólitos. A iniciativa tem como objetivo facilitar o desenvolvimento de novas soluções para a saúde e o meio ambiente. 

O estudo A community resource for paired genomic and metabolomic data mining, publicado na Nature Chemical Biology pela Universidade de Wageningen (Holanda), contou com a  participação de pesquisadoras do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e abre possibilidade para estudos em diversas áreas. A plataforma, chamada Paired Omics Data Platform, padroniza e conecta dados genômicos, ou seja, genes e vias de biossíntese, e metabolômicos, que são as substâncias produzidas por organismos.

Rastreamento genético do Plasmodium vivax pode impulsionar vacina e tratamentos contra malária

 A malária vivax, causada pelo parasito Plasmodium vivax, é a variedade mais comum da doença fora da África, sendo responsável por 80% dos casos no Brasil. Para ela, ainda não existe vacina. Quase dois terços dos casos envolvendo a espécie se concentram em países do Sul da Ásia e parte da África Oriental, mas, apesar disso, ainda há pouca pesquisa sobre a genética do parasito nessas regiões. Para preencher tal lacuna, um estudo analisou amostras recolhidas de viajantes infectados que retornaram ao Reino Unido vindos dessas áreas endêmicas. Os resultados permitiram rastrear a ancestralidade do parasito e identificar mutações associadas a uma resistência a medicamentos que vem sendo observada.

De acordo com o professor Cláudio Marinho, um dos coordenadores do estudo e chefe do Laboratório de Imunoparasitologia Experimental do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, entender como a diversificação aconteceu e reconhecer as diferentes variedades dessa espécie de protozoário é fundamental para o desenvolvimento de vacinas e para a adequação do tratamento levando em conta as resistências que têm surgido a essas drogas.

Medição precoce dos níveis de açúcar na diabetes tipo 2 melhora prognósticos

Investigadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, descobriram que a medição precoce dos níveis de açúcar em pessoas com diabetes tipo 2 pode ajudar a prevenir a morte nos mesmos 10 a 20 anos mais tarde.

Os investigadores explicaram que as pessoas que contraem diabetes tipo 2 precisam controlar os seus níveis de açúcar no sangue, uma vez que os anos imediatamente após o diagnóstico podem influenciar o seu risco de ataques cardíacos e morte. 

Descoberta nova abordagem de tratamento para o melanoma metastático

Investigadores do Hospital del Mar, em Espanha, descobriram que a combinação da quimioterapia e inibidores do oncogene BRAF é uma estratégia muito eficaz para combater o melanoma metastático.

Nesta investigação foram analisados os efeitos que a combinação dos dois tipos de tratamento tinha no melanoma maligno, tendo por base investigações anteriores que mostraram que o bloqueio da expressão oncogênica do BRAF reduziu a capacidade de reparação das células cancerosas do cólon e do reto após o tratamento quimioterápico.

Tratamento para a dor crônica deve ser reavaliado

 Investigadores do Canadá avaliaram a utilização de um tratamento especializado para a dor crônica e o seu impacto nos cuidados de saúde e prescrição de opiáceos.

Os investigadores focaram-se nos bloqueios paravertebrais (PVB, na sigla em inglês) que envolvem a injeção de medicamentos à volta dos nervos onde saem dos ossos da coluna vertebral, em diferentes locais, dependendo dos doentes e da dor crônica que estão a sentir.

Anticorpos com toxinas podem ajudar a tratar a fibrose hepática

Investigadores da Universidade da Califórnia, Estados Unidos da América, descobriram que um tratamento com imunotoxinas pode ajudar a tratar a fibrose hepática.

Os investigadores explicaram que o abuso crônico do álcool e a hepatite podem ferir o fígado e levar à fibrose, à acumulação de colágeno e de tecido cicatrizado. Como tal, os investigadores tiveram como objetivo procurar formas de impedir as células hepáticas de produzir colágeno.