sexta-feira, 27 de março de 2026

Poluição por medicamentos expõe impactos invisíveis e caminhos para reduzir danos

 O fenômeno da poluição ambiental por medicamentos está em crescimento contínuo e, com isso — felizmente — aumenta também a conscientização no meio científico e institucional. Para limitar os danos e alcançar o objetivo final de uma farmacologia sustentável, é necessária uma abordagem global, com base no princípio de One Health, que considere a saúde humana, do planeta e de todos os seres vivos que o habitam.

Essa é a conclusão de autores que publicaram, na revista Drug Discovery Today, um artigo que apresenta um panorama do impacto dos medicamentos no meio ambiente, avaliando todo o ciclo de vida das moléculas, desde a fase de síntese até as embalagens, sem deixar de considerar o papel dos médicos prescritores e dos pacientes.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Quais medicamentos tornam-se arriscados quando as temperaturas sobem?

Durante uma onda de calor com temperaturas de até 40 °C, um homem de 30 anos deu entrada no pronto-socorro do Hospital de Pesquisa Humanitas em Milão, na Itália. O paciente apresentava lesão renal aguda e alcalose metabólica, causadas por desidratação severa e vômitos repetidos. 

A princípio, a Dra. Alessandra Iorfida, médica de emergência do hospital e membro da diretoria executiva da Sociedade Italiana de Medicina de Emergência, não suspeitou que medicamentos em uso pelo paciente pudessem ser os responsáveis. No entanto, embora os sintomas indicassem insolação, estavam sendo agravados pelo uso de um agonista do receptor de GLP-1.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Anvisa aprova novo medicamento para epilepsia


 Xcopri® pode reduzir crises em pacientes que não respondem aos tratamentos oferecidos atualmente



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Xcopri ® (cenobamato), da empresa Momenta Farmacêutica Ltda. O produto é indicado para tratar crises focais em adultos com epilepsia que ainda têm crises mesmo após usar pelo menos dois tratamentos diferentes. 

A autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (9/3). 

A epilepsia é uma doença que causa crises repetidas, por causa de alterações na atividade elétrica do cérebro. A doença pode: 


- aumentar o risco de acidentes e morte súbita; 

- trazer problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão; 

- causar dificuldades no trabalho e na vida social. 

Cerca de 30% dos pacientes não respondem bem aos tratamentos disponíveis e continuam tendo crises. 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Anvisa aprova novo medicamento para tratar a fenilcetonúria

 A fenilcetonúria é uma doença genética, rara, grave e debilitante que tem um impacto negativo significativo na qualidade de vida do paciente. 


A doença é causada por mutações bialélicas no gene PAH, o qual codifica a enzima hepática fenilalanina-hidroxilase (FAH). 


A ausência (ou atividade deficiente) dessa enzima impede a conversão de fenilalanina, um dos aminoácidos essenciais e mais comuns do organismo, em tirosina, causando acúmulo de fenilalanina no sangue (hiperfenilalaninemia) e, consequentemente, no líquor. 

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Febre maculosa: quais são as causas, os sintomas e como prevenir a doença

O primeiro caso de febre maculosa no Brasil foi confirmado há mais de 90 anos. No entanto, a falta de informação ainda é um dos principais desafios para o combate à doença. Segundo o Ministério da Saúde, a maior concentração das notificações está nas regiões Sudeste e Sul. Em 2021, até o mês de setembro, o país registrou 69 casos e 19 mortes.

No dia 31 de agosto, o município de Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, registrou a morte de uma criança de seis anos por febre maculosa. A confirmação laboratorial foi realizada no último fim de semana. Segundo Prefeitura de Campos, a Secretaria Municipal de Saúde adotou medidas para evitar o surgimento de novos casos, incluindo a busca ativa no campo para identificação e combate ao carrapato-estrela, responsável pela transmissão.

Pfizer afirma que sua vacina anticovídica é segura e eficaz para crianças de 5 a 11 anos

Em meio a números recordes de casos de covid-19 relatados em crianças, a farmacêutica norte-americana Pfizer e sua parceira alemã BioNTech anunciaram na segunda-feira (20) que sua vacina de RNAm contra o novo coronavírus é segura e parece gerar uma resposta imune protetora em crianças a partir dos cinco anos.

As empresas vêm testando uma dose mais baixa do imunizante – apenas 10 miligramas – em crianças entre 5 e 11 anos. Isso é um terço da dose administrada a adultos.

Importação de medicamentos demanda cuidados com documentação e empresas fraudulentas

Entre janeiro e agosto de 2019, um dos principais motivos de indeferimento de importações de medicamentos e produtos biológicos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi a ausência de documentos necessários para o requerimento.

A falta de prática e a burocracia podem ser impedimentos para que os profissionais de saúde indiquem a pacientes a possibilidade de adquirir medicamentos no exterior, “mas os médicos podem agilizar o processo se estiverem informados”, disse o farmacêutico Ricardo Machado, que atuou na Diretoria de Farmácia da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia entre 2008 e 2011, e hoje trabalha na gestão de supply, contratos e logística do Grupo CAM, em Salvador. 

Mais dados tranquilizadores sobre vacinas anticovídicas e gravidez

Receber uma vacina anticovídica no início da gestação não foi associado a aumento do risco de aborto espontâneo, sugere nova pesquisa.

O estudo, publicado on-line no periódico JAMA, avaliou a proporção de mulheres que receberam a vacina e tiveram gestação evolutiva em comparação com aquelas que tiveram um aborto espontâneo ou perda gestacional. 

Presença de anticorpos associados a doenças autoimunes pode sinalizar a gravidade da COVID-19

Um grupo internacional de pesquisadores encontrou, no soro sanguíneo de pacientes infectados pelo SARS-CoV-2, um conjunto de moléculas normalmente presente em doenças autoimunes e que podem sinalizar a severidade dos quadros de COVID-19. O estudo foi publicado na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares. Futuramente, os resultados podem servir como subsídio para tratar casos graves da doença ou mesmo para evitar a evolução do quadro clínico.

“Uma série de trabalhos tem mostrado que essas moléculas que promovem doenças autoimunes sistêmicas, conhecidas como autoanticorpos, também aparecem na COVID-19. Nós encontramos aqueles associados com pessoas saudáveis e outros cujos níveis aumentam com a gravidade do quadro clínico da COVID-19. Foi possível detectar, por exemplo, autoanticorpos contra duas moléculas com níveis aumentados dias antes do paciente precisar de oxigênio. Com isso, esperamos poder prevenir o agravamento dos casos”, explica Otávio Cabral Marques, pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e primeiro autor do artigo.