Investigadores do Hospital Geral de Massachusetts, Estados Unidos da América, verificaram que a losartana, um fármaco para a hipertensão, pode beneficiar doentes com neurofibromatose tipo 2 (NF2).
Os investigadores explicaram que a NF2 é uma condição hereditária associada a tumores não cancerosos ao longo dos nervos do cérebro que estão envolvidos na audição e no equilíbrio. Estes tumores são atualmente tratados com cirurgia e radioterapia, no entanto, estes procedimentos podem causar danos nos nervos.
Uma investigação anterior mostrou que a cicatrização, ou fibrose, está presente nestes tumores e está correlacionada com a perda auditiva.
Esta investigação teve então como objetivo desenvolver uma terapêutica eficaz para preservar a função auditiva em doentes com NF2, através do bloqueio da cicatrização.
Os investigadores verificaram que a losartana bloqueia um componente do sistema renina-angiotensina, que está envolvido na regulação da pressão arterial e na estimulação da fibrose e inflamação. Este fármaco reduziu também a acumulação de colágeno nas doenças fibróticas cardíacas e renais.
Na investigação foi utilizado então um modelo de NF2 e foi observado que o tratamento com losartana tinha vários efeitos nos tumores e no cérebro, reduzindo a sinalização inflamatória e o inchaço e, consequentemente, evitando a perda de audição e aumentando o fornecimento de oxigênio, de forma a aumentar a eficácia da radioterapia.
Os investigadores concluíram que pretendem agora realizar um ensaio clínico prospectivo de losartana em doentes com NF2 e tumores não cancerosos, para comprovarem a eficácia deste fármaco como tratamento.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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