domingo, 30 de outubro de 2016

Nova terapia contra câncer é mais eficaz que quimioterapia

Cientistas desenvolveram um novo tratamento que promete aumentar o tempo de vida de pacientes com tipos agressivos de câncer. O estudo revelou que os voluntários que receberam a droga imunoterápica Nivolumab viveram, em média, dois meses a mais do que aqueles que receberam quimioterapia tradicional.

A pesquisa, que foi publicada no New England Journal of Medicine, teve a participação de 361 pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Todos eles já haviam passado pelo tratamento quimioterápico e não mostraram melhora. De acordo com o estudo, 600 mil casos da doença são diagnosticados todo ano no mundo, sendo que os pacientes nessa condição vivem cerca de seis meses.

Dos 361 voluntários, 240 foram tratados com Nivolumab e 121 receberam tratamentos com um de três tipos diferentes de quimioterapia durante quase dois meses. De todos os participantes que receberam a droga imunoterápica ao longo de um ano, 133 morreram (55,4%), enquanto 85 pessoas (70,2%) das que fizeram quimioterapia faleceram.

A pesquisa também revelou que, em média, a taxa de sobrevivência dos pacientes que tomaram o Nivolumab foi de 7,5 meses, enquanto a mesma taxa das pessoas que fizeram o tratamento quimioterápico foi de 5,1 meses.

Além de aumentar o tempo de vida dos pacientes, o Nivolumab também melhorou a qualidade de vida deles. Os pesquisadores notaram que apenas 13% dos pacientes que fizeram o novo tratamento tiveram efeitos colaterais – como enjoo e falta de apetite – em comparação com 35% dos voluntários que passaram pela quimioterapia.

Kevin Harrington, um dos autores do estudo, disse em um comunicado que os resultados indicam que os médicos agora tem um novo tratamento que pode prolongar significativamente a vida dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço. “Eu estou ansioso para vê-lo (o tratamento) nas clínicas.”

O Nivolumab faz parte de um grupo de medicamentos chamado de inibidores de checkpoint. Eles bloqueiam a ligação entre receptores nas células imunológicas e suas proteínas irmãs – essa inativa as células de defesa do corpo. Esse bloqueio faz com que as células imunológicas identifiquem as células cancerosas e as destruam.

Essa não é a primeira vez que cientistas fazem pesquisas com o Nivolumab para o tratamento de câncer. Um estudo, também publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que pessoas com câncer de pulmão que receberam o medicamento viveram, em média, 3,2 meses a mais do que aqueles que receberam quimioterapia.

O Nivolumab ainda terá que passar por aprovação pela Agência Europeia de Medicamentos antes de ser disponibilizado para pacientes com câncer de cabeça e pescoço do sistema nacional de saúde do Reino Unido (NHS).

Com informações de Exame 

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