O CFF realizou uma pesquisa inédita lançada no dia 30 de março, intitulada O Perfil do Farmacêutico no Brasil, que foi apresentada durante a 62ª Reunião Geral do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e conselhos regionais, em Brasília. O estudo foi realizado pela equipe da Assessoria Técnica do CFF, com a colaboração de farmacêuticos convidados.
Os dados apurados na pesquisa foram coletados entre setembro e novembro de 2014. Para facilitar a participação, o CFF optou a internet, um meio de comunicação ágil e de livre acesso. Na época, existiam no país, 180 mil farmacêuticos atuando em diversas áreas de conhecimento. Cerca de 20 mil atenderam ao chamado do conselho e responderam o questionário, divulgado no site, por e-mail e em redes sociais. O número de participantes representa mais de 10% do público-alvo da pesquisa, garantindo a credibilidade e a aplicabilidade dos resultados.
“O Perfil do Farmacêutico no Brasil representa uma contribuição do CFF para nortear a busca das mudanças necessárias na realidade da profissão e da classe farmacêutica no país”, comenta o coordenador do projeto, Valmir de Santi. “Trata-se de um estudo de suma importância, por seu ineditismo e por colocar em pauta questões fundamentais na definição de ações estratégicas voltadas ao atendimento dos interesses da categoria e dos usuários de medicamentos e serviços farmacêuticos”, acrescenta o presidente do conselho, Walter da Silva Jorge João.
Abaixo um resumo dos dados:
- Gênero:
Feminino: 67,5%
Masculino: 32,5%
Portadores de necessidades especiais são 1,9%
- Faixa etária:
19 – 28 anos: 31,6%
29 – 38 anos: 41,8%
39 – 48 anos: 16,6%
49 – 58 anos: 7,8%
59 – 68 anos: 2%
Acima de 69 anos: 0,2%
- Estado civil:
Casado: 50,4%
Solteiro: 43,3%
- Instituição:
Pública: 32,1%
Particular: 67,9%
- Ano de conclusão da graduação:
1950 – 1969: 0,2%
1970 – 1979: 1,8%
1980 – 1989: 6%
1990 – 1999: 11,8%
2000 – 2009: 41,7%
Após 2009: 38,5%
Possui outra graduação: 10,5%
Pós-graduação: 55,1%
Especialização: 80,8%
Mestrado: 14,6%
Doutorado: 4,6%
Domínio de inglês, espanhol e outras: 58,9%
Participação em congressos: 43%
Apresentação de trabalhos científicos: 15,7%
Participação em cursos de atualização: 67,5%
- Região onde trabalha:
Sudeste: 38,4%
Sul: 27,7%
Nordeste: 14,7%
Centro-Oeste: 11,7%
Norte: 7,5%
- Área de atuação:
Farmácia/Drogaria de Rede: 27%
Farmácia/Drogaria Independente: 25,2%
Farmácia Hospitalar: 12%
Farmácia Pública: 10,9%
Laboratório de Análises Clínicas: 8,8%
Farmácia Magistral: 6%
Gestão Pública: 5,6%
Docência em nível superior: 5%
Distribuidora de Medicamentos: 3,5%
Indústria Farmacêutica: 3,2%
Estudante de mestrado-doutorado: 3,1%
Vigilância Sanitária: 1,9%
Docência em nível médio: 1,4%
Gestão privada: 1,3%
Outras: 10,8%
Estabelecimento de sua propriedade: 16,7%
- Faixa Salarial:
Até R$2.000,00: 17%
R$2.001,00 a R$3.000,00: 39,9%
R$3.001,00 a R$4.000,00:19,6%
R$4.001,00 a R$5.000,00: 9,1%
Acima de R$5.001,00: 14,4%
- Fontes de consulta:
Dicionário de Especialidades Farmacêuticas – DEF: 60,9%
Internet geral: 55,9%
Base de dados via internet: 54,8%
Guia de Remédios: 47,6%
Goodman & Gilman – As Bases Farmacológicas da Terapêutica: 27,5%
Vademécum: 26,9%
Guia de Farmácias: 20,5%
Dicionário Terapêutico Guanabara: 20,2%
Portal Farmacêutico Clínico: 18,5%
Portal Saúde Baseada em Evidências: 15,9%
Farmacopeia: 13,7%
Martindale – The Extra Pharmacopoeia: 6,1%
Outros: 8,6%
- Associação entre gênero e faixa salarial:
A maioria das recebe entre 2001 a 3000 reais
Mulheres: 42,8%
Homens: 33,9%
- Faixa salarial recebida entre as regiões:
As regiões Norte e Centro-Oeste apresentam os maiores percentuais de profissionais com rendimentos na faixa acima de R$ 5.001,00.
A faixa de R$ 2.001,00 a R$ 3.000,00 prevalece em todas as regiões, destacando-se as regiões Sul e Sudeste com o maior percentual.
- Natureza da universidade e faixa salarial:
Dos farmacêuticos que se formaram em escolas públicas, 27,2% recebem salários acima de R$ 5.001,00, enquanto que apenas 8,3% dos graduados em escolas privadas encontram-se nessa mesma faixa salarial.
- Faixa salarial e tipo de estabelecimento:
Maioria em Bolsa de Estudos recebe até 2000 reais: 59,8%
Maioria em Docência em nível médio recebe até 2000 reais: 37,8%
Maioria em Drogaria de rede recebe entre 2001 a 3000 reais: 53%
Maioria em Drogaria independente recebe entre 2001 a 3000 reais: 48,5%
Maioria em Farmácia Pública recebe entre 2001 a 3000 reais: 39,5%
Maioria em Farmácia Magistral recebe entre 2001 a 3000 reais: 46%
Maioria em Farmácia Hospitalar recebe entre 2001 a 3000 reais: 37,9%
Maioria em Distribuidora de Medicamentos recebe entre 2001 a 3000 reais: 49,9%
Maioria em Análises Clínicas recebe entre 2001 a 3000 reais: 28%
Maioria em Indústria farmacêutica recebe acima de 5001 reais: 34,2%
Maioria em Vigilância Sanitária recebe acima de 5001 reais: 31,1%
Maioria em Gestão pública recebe acima de 5001 reais: 38,2%
Maioria em Gestão privada recebe acima de 5001 reais: 43,6%
Maioria em Docência em nível superior recebe acima de 5001 reais: 63,1%
- Faixa Salarial e ano de conclusão de curso:
Maioria dos formados depois de 2009 recebem entre 2001 a 3000 reais: 51,7%
Maioria dos formados entre 2000 até 2009 recebem entre 2001 a 3000 reais: 43,3%
Maioria dos formados entre 1990 até 1999 recebem entre 2001 a 3000: 32,5%
Maioria dos formados entre 1980 até 1989 recebem acima de 5001 reais: 37,6%
Maioria dos formados entre 1970 até 1979 recebem acima de 5001 reais: 45,5%
Maioria dos formados entre 1950 até 1969 recebem acima de 5001 reais: 50%
- Tipo de estabelecimento onde trabalha, participação em congresso, apresentação de trabalho científico e participação em cursos de atualização:
Os farmacêuticos que estão atuando como docentes de nível superior e estudando com bolsas de pós-graduação participam mais de congressos e apresentam mais trabalhos científicos. Os farmacêuticos que atuam nas áreas de vigilância sanitária, farmácia hospitalar e gestão pública são os que mais participam de cursos de atualização.
Considerações Finais:
Constatou-se que estão ocorrendo avanços importantes. Como exemplo, pode ser citada a adesão dos farmacêuticos às normativas que regulamentam o exercício profissional e à legislação vigente. A prática da prescrição farmacêutica já aparece entre as atividades desenvolvidas no dia-a-dia da profissão. Porém, é preciso avançar ainda mais, para superar problemas que foram relatados pelos profissionais. Entre estes, podemos citar a baixa remuneração e a carga horária excessiva, que comprometem o exercício ético da profissão. São desafios que devem ser vencidos por meio da união das entidades.
Mais informações no site do Conselho Federal de Farmácia: http://cff.org.br/noticia.php?id=3634
Para acessar a pesquisa completa acesse: http://www.cff.org.br/userfiles/file/Perfil%20do%20farmac%C3%AAutico%20no%20Brasil%20_web.pdf
Fonte: Conselho Federal de Farmácia
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