Pesquisa
feita com quase 100.000 homens observou que a disfunção eleva as chances de
eventos cardiovasculares, de hospitalizações por problemas cardíacos e também
de morte por qualquer causa.
A disfunção erétil parece elevar o risco de um
homem sofrer alguma doença cardiovascular durante a vida, independentemente de
ele possuir histórico de problemas cardíacos. E, além disso, quanto mais grave
a disfunção, maiores as chances de hospitalização por problemas
cardiovasculares ou de mortes por qualquer causa. Essas foram as conclusões de
uma pesquisa da Universidade Nacional da Austrália publicada no periódico PLoS
Medicine.
Disfunção Erétil
Um homem apresenta disfunção erétil quando ele
passa a ter dificuldade em ter ou manter uma ereção com certa frequência. As
causas podem ser hormonais ou psicológicas, mas a principais são orgânicas:
diabetes, obesidade, tabagismo e alcoolismo podem, com o tempo, provocar e
elevar a gravidade da disfunção.
De acordo com o estudo, isso não quer dizer que a
disfunção erétil necessariamente desencadeie alguma condição cardíaca. No
entanto, as conclusões sugerem que pacientes com disfunção erétil, mesmo que não
apresentem nenhum fator de risco para problemas cardiovasculares, procurem um
médico para avaliar a saúde do coração como forma de prevenção.
Riscos
De acordo com o estudo, homens com mais de 45 anos
que nunca apresentaram problemas cardíacos, mas com disfunção erétil de
moderada a grave, podem ser até oito vezes mais propensos a ter insuficiência
cardíaca em comparação com aqueles que não apresentam a disfunção. Esses homens
também têm um risco 92% maior de apresentar doença arterial periférica (estreitamento
das artérias nas extremidades inferiores); 66% maior de sofrer um ataque
cardíaco; e 60% maior de desenvolver doença isquêmica do coração. Além disso, o
risco de morte por qualquer causa é quase duas vezes maior entre esses homens —
e o de serem hospitalizados por problemas cardiovasculares, 50% mais elevado.
Ainda segundo a pesquisa, as chances de eventos
cardíacos, hospitalização e morte foi ainda maior quando os pesquisadores
olharam para homens que já haviam apresentado algum problema no coração e que
tinham disfunção erétil.
Avaliação
A pesquisa se baseou nos dados coletados entre 2006
e 2009 de 95.000 homens com mais de 45 anos que participaram do 45 and Up Study,
do Instituto Sax, o maior levantamento contínuo sobre saúde e
envelhecimento já feito no hemisfério sul. Esse trabalho analisou mais de
250.000 pessoas acima de 45 anos e inclui várias outras pesquisas.
Para Emily Banks, coordenadora da pesquisa da Universidade
Nacional da Austrália, não se sabe ao certo quais são os motivos que fazem com
que a disfunção erétil eleve o risco de doenças cardíacas. No entanto, ela
acredita que, como as artérias do pênis são menores do que as das outras partes
do corpo, elas podem ser mais propensas a manifestar problemas.
Fonte: veja.abril.com.br