A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar o
medicamento Eylia® (aflibercepte), comercializado no Brasil pela Bayer
HealthCare Pharmaceuticals e indicado para o tratamento da degeneração macular
relacionada à idade (DMRI), doença que é a principal causa, em nível mundial,
de perda da visão e cegueira irreversível em adultos maiores de 65 anos.
O novo medicamento combate a DMRI úmida, a forma
mais séria e grave de DMRI, que se caracteriza por um crescimento anormal de
vasos sanguíneos que produzem extravasamento de sangue e fluído na mácula
(parte da retina responsável pelo foco e possibilitando enxergar com maior
clareza e definição). A DMRI úmida é associada a uma deterioração na qualidade
de vida, isolamento social, depressão clínica, aumento do risco de acidentes
como quedas e fraturas de quadril e a uma entrada prematura nos centros
médicos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a DMRI úmida afete 3 milhões de pessoas em todo o mundo, representando 8,7% de todos os casos de cegueira e 50% dos casos de cegueira em países industrializados. As projeções da OMS duplicam esta cifra para o ano de 2020 à medida que a população dos países industrializados envelheça. .
O Eylia® é o primeiro medicamento da Bayer na área de oftalmologia e já está aprovado também nos Estados Unidos, Austrália e Colômbia. Trata-se de um medicamento biológico, chamado de terapia anti-VEGF, pois reduz os níveis da proteína VEGF (fator de crescimento vascular derivado do endotélio) e inibe o crescimento de novos vasos sanguíneos, provocando a diminuição de fluído e sangramentos, melhorando desta forma a visão de pacientes com DMRI úmida.
O medicamento é aplicado por meio de injeção intravítrea e deve ser injetado por três meses consecutivos e, posteriormente, a cada dois meses, o que representa uma vantagem significativa em relação ao tratamento disponível até o momento, à base de injeções e visitas médicas mensais. A Bayer HealthCare Pharmaceuticals estima que o medicamento já esteja disponível no mercado brasileiro no início de 2013.
Fonte: Boletim SnifBrasil