Investigadores portugueses descobriram como a infecção por schistosoma pode causar cancro da bexiga e como a utilização de um biomarcador pode detectar a molécula responsável por este processo, de acordo com um estudo publicado no “International Journal for Parasitology”.
A investigadora que liderou o projeto, Mônica Botelho, explicou que este tipo de infecção existe de forma endêmica em países africanos e é transmitida através de banhos em cursos de água contaminados, nomeadamente no Egito. Os casos de doença podem chegar a Portugal através dos imigrantes ou dos turistas.
A cientista explicou à agência Lusa que "são moléculas estrogênicas, que não o estradiol, que permitem o desenvolvimento do parasita no hospedeiro". “Agora podemos usar estas moléculas como biomarcadores e se for detectado na urina de doentes, o parasita schistosoma haematobium, poderemos tentar perceber se vão adquirir cancro mais facilmente".
Atualmente, as moléculas são detectadas na urina através de um método de análise muito caro, mas "se as empresas farmacêuticas se interessarem por este assunto, dentro de pouco tempo podemos ter outra forma, mais barata e mais eficiente", salientou disse Mônica Botelho.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.
