Polêmica das mamografias
A mamografia tem sido alvo de polêmicas intensas entre os
especialistas.
Enquanto as entidades médicas insistem no exame
preventivo desde muito cedo, cientistas insistem cada vez mais que a
preocupação de mulheres de baixo risco pode fazer mais mal do que bem.
Além do aumento dos falsos positivos de câncer de mama, os pesquisadores se preocupam
com a dose de radiação a que as mulheres são expostas durante a mamografia.
Ao longo de anos, esses exames acabam aumentando o
risco do câncer de mama porque a radiação é cumulativa no organismo.
A radiação da mamografia é ainda mais preocupante para mulheres muito
jovens.
Mamografia com menos radiação
A boa notícia que surge agora é que a mamografia
poderá brevemente ser realizada com uma dose de radiação 25 vezes menor do que
a usada atualmente.
Uma equipe internacional de cientistas desenvolveu
uma nova técnica para gerar imagens de raios X 3D da mama com uma dose de
radiação que é muito mais baixa do que a utilizada para os exames 2D atuais.
Segundo a equipe, a nova técnica produz imagens de
tomografia computadorizada tridimensional com uma resolução espacial de 2 a 3
vezes maior do que os exames atuais, mas com uma dose de radiação 25 vezes
menor.
Yunzhe Zhao e seus colegas europeus e
norte-americanos divulgaram o resultado do seu trabalho na última edição da
revista científica Pnas.
Novo exame de mamografia
A equipe concorda que tanto os raios X quanto a
tomografia computadorizada não podem ser usados rotineiramente para o
diagnóstico do câncer de mama porque o risco de efeitos de longo prazo a órgãos
sensíveis à radiação - como a mama - "é muito alto".
Eles resolveram o dilema entre a necessidade da prevenção
e o risco do exame juntando três técnicas: raios X de alta energia, uma técnica
de detecção chamada "imageamento por contraste de fase" e um
algoritmo matemático para reconstruir imagens de tomografia a partir de dados
de raios X.
Os tecidos são mais transparentes aos raios X de
alta energia e, portanto, uma menor dose é depositada no tecido - uma redução
por um fator de 6 na dose de radiação.
O imageamento por contraste de fase permite a
produção de imagens usando menos raios X para se obter o mesmo contraste da
imagem.
Finalmente, o novo algoritmo precisa de quatro
vezes menos radiação para gerar a mesma qualidade de imagem.
A nova técnica está em testes e ainda depende de
aprimoramentos e integração dos equipamentos e sistemas para estar disponível
ao público.
Fonte: Diário
da Saúde
