Um novo estudo indicou que alterações no sistema visual de pacientes com diagnóstico recente da doença de Parkinson podem proporcionar um importante biomarcador para a detecção precoce da doença.
Alessandro Arrigo, da Universidade Vita-Salute San Raffaele de Milão, Itália, líder da equipe de investigadores que conduziram o estudo sumariou as conclusões do mesmo: “tal como os olhos são o espelho da alma, o sistema visual é o espelho das doenças do cérebro”.
Para o estudo que contou com uma equipe multidisciplinar, foram recrutados 20 pacientes que tinham sido recentemente diagnosticados com a doença de Parkinson e ainda não tinham recebido tratamento. A equipe recrutou também 20 indivíduos saudáveis (grupo de controle) com as mesmas idades e sexo dos pacientes.
Todos os participantes, os diagnosticados com Parkinson e os do grupo de controle, foram submetidos a ressonância magnética. Nos participantes com Parkinson o exame foi efetuado quatro semanas após terem recebido o diagnóstico da doença.
Os investigadores empregaram um método de imagiologia conhecido como imagem ponderada em difusão para medirem alterações na substância branca e a morfometria baseada em voxel, de forma a analisarem alterações na concentração da substância cinzenta e branca cerebral.
Todos os participantes foram também submetidos a exames oftalmológicos.
Como resultado, foram observadas anormalidades significativas nas estruturas cerebrais do sistema visual dos pacientes com Parkinson, incluindo alterações nas radiações óticas, redução da concentração da substância branca e do volume do quiasma ótico.
O autor principal do estudo comentou os achados: “o estudo aprofundado de sintomas visuais pode proporcionar marcadores sensíveis para a doença de Parkinson”.
“As métricas de processamento visual poderão tornar-se úteis na diferenciação das doenças do Parkinsonismo, no seguimento do progresso da doença e na monitorização da resposta do paciente ao tratamento com fármacos”, acrescentou.
Alessandro Arrigo disse ainda que os sintomas não motores da doença de Parkinson poderão manifestar-se mais de uma década antes dos sintomas motores, sendo que “estamos muito entusiasmados com os nossos achados”, comentou.
Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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