Uma planta medicinal secular, que uma cientista chinesa transformou no único medicamento eficaz para tratar a malária, pode também ajudar a tratar a tuberculose e retardar a evolução da resistência das bactérias aos antibióticos.
A artemisinina, substância extraída da planta medicinal Artemisia annua, ou Qinghaosu, impede que as bactérias Mycobacterium tuberculosis se tornassem dormentes. É esta fase de dormência que frequentemente torna os antibióticos ineficazes contra a tuberculose.
"Quando as bactérias da tuberculose estão dormentes, elas tornam-se altamente tolerantes aos antibióticos," explica o professor Robert Abramovitch, da Universidade Estadual de Michigan (EUA). "O bloqueio da dormência torna as bactérias da tuberculose mais sensíveis a essas drogas e pode encurtar o tempo de tratamento".
Sensor de oxigênio
A Mycobacterium tuberculosis precisa de oxigênio para prosperar no corpo humano. O sistema imunológico, por sua vez, priva a bactéria de oxigênio para controlar a infecção.
Abramovitch e sua equipe descobriram que a artemisinina ataca uma molécula chamada heme, encontrada no sensor de oxigênio da bactéria. Atacando o sensor - essencialmente desligando-o -, a artemisinina impede que a bactéria consiga detectar quanto oxigênio já capturou.
"Quando a Mycobacterium tuberculosis fica com pouco oxigênio, ela entra em um estado dormente, que a protege do estresse de ambientes de baixo oxigênio," explica Abramovitch. "Se ela não puder detectar que está com pouco oxigênio, então ela não adormecerá e morrerá."
Os resultados foram publicados na revista Nature Chemical Biology.
Com informações do Diário da Saúde
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