Exame de sangue para detecção de trissomia do cromossomo 21 durante a
gravidez é polêmico. Defensores dizem que teste Praena protege contra
intervenção arriscada na gestação. Críticos o acusam de ferir dignidade humana.
Após ampla
discussão e muitas críticas, o exame de sangue para detecção da síndrome de Down
no feto foi posto no mercado, de acordo com o fabricante LifeCodexx. O teste
Praena está disponível em mais de 70 consultórios e clínicas médicas na
Alemanha, Áustria, Liechtenstein e Suíça e custa 1.249 euros.
O teste pode ser
feito exclusivamente a partir da décima segunda semana de gravidez, em mulheres
cujos fetos possuam grande probabilidade de apresentar o distúrbio genético da
trissomia do cromossomo 21, também conhecido como Síndrome de Down.
O teste estava
previsto para entrar no mercado europeu em julho de 2012, mas atrasou devido a
intensos debates envolvendo médicos, juristas, políticos, executivos da
indústria farmacêutica e religiosos. Por trás deste atraso há argumentos sobre
direito à vida, dignidade humana, ética e o perigo de eugenia.
Direito à vida
Uma das críticas
mais diretas partiu do encarregado do governo alemão para portadores de
necessidades especiais, Hubert Hüppe, que pediu a proibição do teste. Ele diz
que por trás do procedimento se esconde o perigo de selecionar seres humanos. E
acrescenta que o exame não serve para propósitos médicos nem terapêuticos,
apenas para discriminar portadores da Síndrome de Down da pior maneira
possível: tirando seu direito à vida.
Por outro lado, o
presidente da Associação Médica Alemã, Frank Ulrich Montgomery, argumenta que a
sociedade optou pelo diagnóstico pré-natal. De fato, o novo exame é mais seguro
do que o exame atual, feito através de extração do líquido amniótico. Estima-se
que na Alemanha cerca de 700 crianças por ano morram por complicações causadas
pelo atual método invasivo.
O
presidente da LifeCodexx, Michael Luty, acrescenta que, em breve, o exame
Praena também poderá detectar outras anomalias cromossômicas, como as
trissomias 13 (Síndrome de Patau) e 18 (Síndrome de Edwards).
Fonte: www.dw.de
