É uma especialidade que emprega fontes abertas de radionuclídeos
com finalidade diagnóstica e terapêutica. Habitualmente os materiais
radioativos são administrados in vivo e apresentam distribuição para determinados órgãos ou tipos
celulares.
Nas aplicações
diagnósticas a distribuição do radiofármaco no corpo do paciente é conhecida a
partir de imagens bidimensionais (planares) ou tomográficas (SPECT), geradas em
um equipamento denominado câmara cintilográfica. A maior ou menor captação dos
compostos permite avaliar a função dos tecidos, ao contrário da maioria dos
métodos radiológicos que dão maior ênfase na avaliação anatômica dos órgãos. A
avaliação funcional realizada pela medicina nuclear traz, muitas vezes,
informações diagnósticas de forma precoce em diferentes patologias.
Um radiofármaco é uma
substância que, por sua forma farmacêutica, quantidade e qualidade de radiação,
pode ser utilizada no diagnóstico e tratamento de seres vivos, qualquer que
seja a via de administração utilizada. De forma mais simples, podemos dizer que
radiofármacos são moléculas ligadas a elementos radioativos (radioisótopos ou
radionuclídeos), constituindo dessa forma fármacos radioativos que são
utilizados na Medicina Nuclear.
Os radiofármacos são
utilizados em quantidades traços (traçadores radioativos) com a finalidade de
diagnosticar patologias e disfunções do organismo. Em menor extensão, são
aplicados na terapia de doenças, particularmente no tratamento de tumores
radiossensíveis.
A radioatividade da
maioria dos elementos empregados cai para a metade (tempo denominado de meia
vida) em questão de horas ou dias e a radiação emitida é do tipo gama, similar
aos raios X. O tempo de permanência dos materiais radioativos no corpo do
paciente é ainda mais reduzido considerando-se que muitas vezes ocorre
eliminação deste pela urina.
O Brasil é bastante
desenvolvido na área de radiofármaco. A maior parte da demanda nacional é
atendida por intermédio da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen),
autarquia do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) à qual o Centro de
Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN) está subordinado. Mas, embora em
pequena quantidade, o Brasil ainda importa uma parte do material radioativo que
precisa para medicina nuclear.
Fontes:
Comissão Nacional de Energia Nuclear e Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear
