Um comitê assessor da Agência de
Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) pediu a
aprovação de um novo tratamento para a artrite reumatóide, fabricado pela
gigante farmacêutica Pfizer.
O medicamento Tofacitinib,
administrado por via oral, pode oferecer um tratamento alternativo para
pacientes com artrite reumatoide moderada a grave que não tenham respondido
positivamente a uma ou várias terapias tradicionais, como o metotrexato,
informou o comitê.
Após uma votação de oito a favor e
dois contra, o painel solicitou a aprovação do medicamento apesar dos
resultados mistos sobre seus efeitos em diferentes doses, bem como de alguns
temores sobre sua segurança com relação ao risco de câncer, principalmente
linfoma, e de infecções.
A artrite reumatoide é uma doença
progressiva do sistema imunológico que causa dores devido à fraqueza e à
inflamação crônica das articulações, que pode levar à deformação das mesmas e
afeta 1% das pessoas nos Estados Unidos e na Europa, na maioria mulheres.
As causas exatas da doença são
desconhecidas e não há cura no momento.
Segundo Herb Baraf, professor da
Universidade George Washington, a segurança do Tofacitinib é muito similar à de
novos tipos de fármacos, conhecidos como biológicos.
Ele "reduz a dor das articulações
e sua inflamação. Melhora a sensação de bem-estar do paciente. Reduz ou
erradica o esgotamento matinal", explicou à AFP.
"E em doses de 10 miligramas, mostrou
reduzir a natureza destrutiva da artrite. Atrasa a progressão das mudanças
anatômicas causadas pela artrite reumatoide", acrescentou.
Embora normalmente não precise seguir
as recomendações do comitê assessor, a FDA costuma fazê-lo.
Por: Damien Meyer - Portal Veja Online