sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Síndrome de Klinefelter



A síndrome de Klinefelter foi descrita pela primeira vez em 1942 por Klinefelter, Reifenstein e Albright, sendo esta a primeira anormalidade de cromossomo sexual humana relatada. Nos pacientes com síndrome de Klinefelter ocorre a presença de um cromossomo a mais no par sexual, sendo descrito como 47,XXY. Esta afecção ocorre por não disjunção meiótica (defeito de segregação de cromossomas homológos ou de cromatides-irmã, resultando na produção de gametas com mais ou menos material genético que o normal), durante a primeira ou segunda divisão. Raramente ocorre por erro de fertilização. Aproximadamente 15% dos indivíduos são mosaicos (que possuem duas linhas celulares diferentes com distinto genótipo), cariótipo (conjunto cromossômico) 46,XY/47,XXY. A incidência desta afecção está estimada em 1:1.000 homens nativivos ou 1:2.000 nascimentos.

Os indivíduos afetados são fisicamente normais até a puberdade, fase na qual o hipogonadismo (termo médico para um defeito no sistema reprodutor que resulta na diminuição da função das gônadas - ovários ou testículos) torna-se óbvio, tratando-se aqui da maior causa de infertilidade nos homens. Os testículos são pequenos (menor que 2 cm) em adultos, e os níveis de testosterona são baixos, impossibilitando os caracteres secundários de se desenvolverem totalmente. Os caracteres que normalmente são alterados e chamam a atenção do médico para o diagnóstico são: estatura elevada, comprimento dos membros superiores maior que a distância tronco-cefálica, envergadura superior à estatura, musculatura pouco desenvolvida, obesidade, corpo eunucoide (indivíduo sexualmente deficiente), pênis pequeno, pouca pilosidade com distribuição pubiana do tipo feminino, voz aguda e varizes nos membros inferiores. Outros problemas incluem escoliose, enfisema, osteoporose, diabetes mellitus. Casos com ginecomastia (crescimento das mamas) unilateral ou bilateral são comuns (25 a 35%), mas esse não é um sinal obrigatório desta doença. O risco de câncer de mama nos casos com ginecomastia é de 20 a 50 vezes maior do que em homens 46,XY.

Casos com deficiência mental grave são raros. A deficiência mental moderada ou leve nestes pacientes representa um percentual significativo entre os meninos que necessitam de uma educação especial. Dificuldades de linguagem podem levar a vergonha, insegurança e imaturidade.

Diagnóstico/teste

O exame laboratorial usado no diagnóstico da síndrome de Klinefelter é a análise citogenética. A técnica de bandeamento GTG permite identificar a presença de um cromossomo X a mais no par sexual (livre, translocação e mosaicismo) em todos os casos analisados, sendo esse o melhor exame indicado para o diagnóstico. Em todos os casos de translocação envolvendo um cromossomo X, é obrigatória a realização dos cariótipos dos pais. Nos casos de gravidez de mulheres com idade avançada (acima de 35 anos), pode ser detectada essa anomalia cromossômica no feto por cariótipo pré-natal.

Na infância é muito difícil o diagnóstico. Na puberdade, devido às alterações que podem ocorrer no desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, quando há queixa de anomalia da genitália externa, distúrbio de comportamento e/ou aprendizado (70% dos casos), o médico pode suspeitar de síndrome de Klinefelter e o exame citogenético definirá a presença de um aumento no número de cromossomos X.

Os principais tratamentos para os portadores de síndrome de Klinefelter são a administração de hormônio masculino (testosterona), que promove o desenvolvimento sexual secundário, melhora a autoestima e o desempenho sexual dos indivíduos, e acompanhamento psicológico adequado.

Aconselhamento genético

O risco de recorrência desta afecção é de 1%. Em casos de o portador apresentar fertilidade, passa a ser necessário o diagnóstico pré-natal, uma vez que o risco de recorrência para portadores da síndrome é de 50%.

Escrito por Danilo Moretti-Ferreira e Bruno 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vacinas são seguras, conclui estudo


Depois de realizar o primeiro grande estudo em 17 anos sobre a segurança de vacinas, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos apresentou um relatório tranquilizador à população norte-americana. Segundo revelou o jornal The Washington Post, foram revisadas cerca de mil pesquisas científicas relacionadas ao tema imunização e, ao fim, a conclusão foi que, de forma geral, as vacinas são seguras e seus benefícios superam em muito os pequenos riscos e efeitos colaterais eventuais.            

A entidade assegura que boatos constantes — inclusive no Brasil — de ligação das doses com o surgimento de males como o autismo ou diabetes tipo 1 não passam de preocupações infundadas, sem qualquer comprovação científica. “Os efeitos colaterais de que estamos falando são relativamente raros e a maioria dos que encontramos são ou de curto prazo ou facilmente tratados”, afirmou ao jornal a chefe do comitê que fez a revisão, a professora de pediatria da Universidade Vanderbilt Ellen Wright Clayton.        

Nos últimos anos, muitos norte-americanos passaram a difundir a hipótese de que seus filhos estavam começando a sofrer de alguns males logo depois de serem vacinados. Parte da direita cristã fundamentalista americana também vem pregando que, por questões de fé, as pessoas não devem ser vacinadas — já que o destino dos homens caberia apenas a Deus. O argumento ganhou um número expressivo de adesões, forçando as autoridades de saúde do país a lutar para evitar que ele se dissemine.   

Esperança

Combinado com o medo da ressurgência de surtos de doenças como sarampo, o tema virou grande preocupação para o governo americano. Mesmo que vários estudos anteriores tenham chegado a conclusões semelhantes sobre a generalizada segurança das imunizações, o fato de uma análise tão ampla ter sido feita pela Academia Nacional de Ciências, uma das mais respeitadas instituições do país, faz com que as autoridades acreditem que a conclusão possa ajudar a melhorar a imagem das vacinas, mesmo entre os mais renitentes críticos. “Nós temos muitas evidências de que as vacinas salvam vidas e evitam muito sofrimento”, conclui Ellen Wright Clayton.

Fonte: Correio Braziliense

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Triglicérides pode ser mais perigoso que colesterol para AVC


Pesquisa dinamarquesa associa o índice aos derrames.      
Colesterol faz mais diferença entre os homens.


Um estudo de pesquisadores na Dinamarca mostrou que o nível de triglicérides sem jejum está relacionado a um risco maior de AVC em homens e mulheres. Já o colesterol alto está associado a tal risco apenas entre os homens. A pesquisa, que analisou dados de 33 anos, foi publicada pelo jornal científico “Annals of Neurology”.

Evidências médicas sugerem que o alto nível de triglicérides sem jejum demonstra uma grande quantidade de fragmentos de lipoproteínas, partículas semelhantes ao LDL – conhecido como “colesterol ruim”. Ambos contribuem para a formação de placas que podem levar ao entupimento das vias coronarianas.

“Interessantemente, as guias atuais de prevenção de derrames têm recomendações quanto a níveis desejáveis de colesterol, mas não de triglicérides sem jejum”, disse a autora do artigo, Dra. Marianne Benn, do Hospital Universitário de Copenhague.

“Nosso estudo foi o primeiro a examinar o risco de derrame para níveis muito altos de triglicérides sem jejum em comparação com níveis muito altos de colesterol na população geral”, prosseguiu.

Mulheres com o triglicérides em 443 mg/dL têm uma possibilidade quase 3,9 vezes maior de sofrerem um derrame, em comparação com as que tem o nível em até 89 mg/dL. Entre os homens, com estes mesmos indicadores, o risco é 2,3 vezes maior. No entanto, quando o nível de colesterol passa de 348 mg/dL, o risco relativo sobe para 4,4.

O estudo acompanhou 7.579 mulheres e 6.372 homens, todos brancos e de origem dinamarquesa. Seus dados começaram a ser coletados entre 1976 e 1978 e foram analisados ao longo de até 33 anos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças coronarianas são a principal causa de mortes no mundo. A estimativa mais recente, de 2004, apontou que 17,1 milhões de pessoas morriam em decorrência delas por ano; 5,7 milhões por causa de derrames.

Fonte: G1, em São Paulo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vegans e vegetarianos precisam ingerir mais ômega-3 e vitamina B12


 Estilo vegan
Pessoas que seguem um estilo de vida vegan podem ter um maior risco de desenvolver coágulos de sangue e aterosclerose, o chamado "endurecimento das artérias".
Essas condições podem ocasionar ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, ou derrames.
A melhor saída pode ser a adoção de suplementos de ácidos graxos e vitaminas, que compensem a falta de ingestão de alguns compostos presentes em alimentos que não fazem parte da dieta.
Vegans são os vegetarianos estritos, que não comem carne ou produtos animais de qualquer espécie.
A conclusão sobre os efeitos dessas restrições alimentares é resultado de uma análise de dezenas de artigos científicos publicados sobre a bioquímica do vegetarianismo nos últimos 30 anos.

Deficiências alimentares dos vegetarianos

Duo Li e seus colegas relatam que são os "comedores de carne" - são os cientistas que nomeiam assim os que não são vegetarianos - que costumam ter uma combinação significativamente maior de fatores de risco cardiovascular, muito superior à dos vegetarianos.
Os vegans têm um risco muito menor, mas isto não significa que eles estejam imunes a esses problemas.
A dieta dos vegans costuma ter deficiências de diversos nutrientes essenciais, o que inclui ferro, zinco, vitamina B12 e ácidos graxos ômega-3.
Embora uma dieta vegetariana balanceada possa fornecer proteínas suficientes, o mesmo não acontece sempre com relação à gordura e aos ácidos graxos.
Em decorrência, os vegans tendem a ter níveis elevados de homocisteína no sangue e níveis baixos de HDL, a forma "boa" do colesterol. Ambos são fatores de risco para doenças cardíacas.

Complementos para vegetarianos e vegans

Os cientistas concluem que há uma forte base científica para que os vegetarianos e vegans aumentem os níveis de ômega-3 e vitamina B12 em suas dietas para ajudar a reduzir esses riscos.
O salmão e outros peixes oleosos - para os vegetarianos não estritos -, assim como nozes e alguns outros frutos secos são as melhores fontes de ômega-3.
Boas fontes de vitamina B12 incluem frutos do mar, ovos e leite fortificado - que podem ser opções para os não-vegans.
Suplementos alimentares também podem fornecer esses nutrientes.

Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Síndrome de Locked-in: paciente neste estado fica “preso” dentro do próprio corpo

A síndrome de locked-in, ou síndrome do cativeiro, ocorre quando existe uma lesão extensa das conexões neurais entre o cérebro e os movimentos do corpo, porém com absoluta preservação das estruturas cerebrais responsáveis pela manutenção da consciência. Dessa forma, a despeito do paciente estar absolutamente consciente, ele é incapaz de demonstrar essa consciência.
As maneiras com as quais conseguimos demonstrar que estamos conscientes envolvem a realização de um movimento ou um som voluntariamente ou sob comando, mas pacientes em locked-in não conseguem realizar esses movimentos. Pode, então, parecer que estão em coma, exceto por um pequeno detalhe que fornece ao examinador a pista de que o paciente está consciente e responsivo a estímulos: a movimentação vertical dos olhos.
Devido a uma particularidade anatômica, as lesões cerebrais que levam ao locked-in ocorrem em um local que preserva o comando voluntário para a movimentação vertical dos olhos. Dessa forma, o paciente não consegue mover os olhos na horizontal, não consegue emitir sons, não consegue mover braços, pernas, face, boca ou língua, mas consegue demonstrar que está consciente pela movimentação vertical dos olhos. É um estado em que o paciente está "preso" dentro dele próprio.

A síndrome em si é rara por dois motivos. Primeiramente porque é necessário que haja uma lesão com características muito específicas no sistema nervoso, o que não é comum. Além disso, como as causas que levam a essa síndrome são patologias muito graves, frequentemente o paciente não sobrevive a ponto de ficar nessa condição médica por muito tempo.

A causa mais comum é o acidente vascular cerebral, tanto isquêmico quanto o hemorrágico. Contudo, a lesão precisa acontecer em uma área do cérebro chamada ponte, que fica no tronco encefálico. Na porção anterior da ponte, existem diversas estruturas (núcleos de nervos cranianos e fibras nervosas) que são responsáveis pela transmissão de impulsos elétricos que resultarão na realização de movimentos. Já na porção posterior da ponte, existem estruturas que são responsáveis pela estimulação global do cérebro para manter o nível de consciência. Dessa forma, para que uma lesão leve à síndrome de locked-in, o paciente deve ter lesada a porção anterior da ponte, preservando a parte posterior.

O paciente pode recuperar a capacidade de piscar, mas o movimento que é mais preservado é o da movimentação vertical dos olhos. Dessa forma, estratégias de comunicação alternativa podem ser estabelecidas. Um caso clássico de comunicação em síndrome de locked-in ocorreu com um editor de uma revista de moda francesa. Após ter um acidente vascular cerebral e ficar com a síndrome de locked-in, ele escreveu um livro, ditando letra por letra com o piscamento. Posteriormente foi feito um filme com a história do livro (O escafandro e a borboleta).

Numa fase muito inicial da lesão cerebral é possível considerar uma recuperação, sobretudo se algumas medidas de tratamento forem tomadas. Por exemplo, um paciente que se apresente agudamente com a síndrome de locked-in decorrente de um acidente vascular cerebral na ponte pode, nas primeiras poucas horas de quadro clínico, ser submetido a procedimentos que visam a desobstruir a artéria que está ocluída. O restabelecimento do fluxo sanguíneo cerebral em um tempo rápido o suficiente para que os neurônios não tenham morrido pode reverter o quadro. É por causa desse tratamento que pacientes com suspeita de acidente vascular devem ser imediatamente encaminhados para serviços de emergência.
Contudo, depois de certo tempo com a lesão, o prognóstico não costuma ser favorável para recuperação completa e, sem cuidados adequados, o paciente acaba por morrer de complicações clínicas de sua condição, tais como infecções ou embolia de pulmão.

Escrito por Dr. Marcelo Calderaro.


Jean-Dominique


Em seus ávidos 43 anos, editor de uma grande revista de moda, na volta para casa passa mal e desmaia. A ambulância é chamada e o leva para o hospital. Vítima de um grave AVC, entra em coma. Vinte dias mais tarde ele acorda, e descobre incrédulo que está com a raríssima síndrome de Locked-in.            

Como desgraça pouca é bobagem, Jean-Dominique em pouco tempo desenvolve um problema no olho direito e perde-o. Portanto, se antes possuía dois olhos para realizar uma comunicação primitiva com o mundo exterior através de piscadelas, agora só possui o olho esquerdo.

Decidido em continuar a achar um sentido para sua vida, com a ajuda de uma fonoaudióloga, que recita as letras do alfabeto francês na ordem que mais ocorrem e espera a piscadela dele indicando que aquela é a letra que ele quer utilizar, Jean-Dominique escreve um livro inteiro, publicado no Brasil com o nome de "O Escafandro e a Borboleta"
, contando a experiência de se manter encarcerado dentro de seu próprio corpo.  


Jean-Dominique realmente não aceitou a situação. Tentou se livrar de todas as formas de sua prisão, fazendo o máximo de coisas que lembrassem uma vida normal. Quando chegou ao seu limite de tentativas e viu que não teria jeito, decidiu "sair do seu emprego", pois aquilo já não lhe bastava. Infelizmente para ele, "sair do emprego" significava morrer. Mas decisão difícil era fichinha para ele. Pela leitura do livro, vê-se que, embora não completamente convencido, a decisão de desistir foi consciente - e morrer foi o seu prêmio.             

Escrito por Dr. Zambol.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Fisioterapia na melhor idade

Hábitos de vida saudáveis diminuem o risco de doenças e deixam o idoso mais feliz

            A Organização Mundial de Saúde define que a velhice fisiológica inicia-se aos 60 anos de idade, pois é a partir dessa idade que o organismo sofre mudanças degenerativas e fica mais vulnerável a contrair doenças. Por isso os idosos devem manter hábitos de vida saudáveis, como boa alimentação, sono adequado e prática de atividade física regular e supervisionada.
            Com isso os idosos devem ser acompanhados periodicamente por uma equipe de saúde multidisciplinar, formada por médico, farmacêutico, enfermeiro, fisioterapeuta, dentista, nutricionista, psicólogo e terapeuta ocupacional. O idoso precisa ser orientado a se preocupar com o autocuidado para diminuir o risco de doenças.
            Dentre os profissionais que os idosos devem freqüentar regularmente, destaca-se o fisioterapeuta que vai atuar tanto na prevenção como na recuperação de doenças, por meio de controle de qualidade de vida, promoção do bem-estar e melhora na manutenção das atividades funcionais.
            O objetivo desse profissional em sua atuação com a população de terceira idade é aumentar a amplitude de movimento, a força muscular, melhorar as atividades de vida diária, prevenir incapacidades, minimizar ou retardar o aparecimento de dependências funcionais, potencializar capacidades remanescentes, valorizar a autoimagem, proporcionar atividades de lazer e estimular a criatividade e a socialização, para que o idoso permaneça o maior tempo possível ativo na sociedade.
            Dentre as principais doenças que acometem essa população destacam-se as fraturas de quadril, que representam a sexta principal causa de internação no país. Para prevenir o risco de quedas e assim diminuir o número de fraturas, os idosos devem adotar medidas simples, como usar calçados confortáveis e que deem segurança durante os movimentos, evitar tapetes e retirar objetos que atrapalhem a movimentação dentro da casa. Para auxiliar no banho o idoso pode instalar barras de apoio no banheiro ou utilizar cadeiras. Sempre acender a luz ao acordar no meio da noite, não subir em banquinho ou cadeiras para pegar objetos no alto e sempre ter cuidado em qualquer atividade de que não sentir segurança a que possa gerar a queda.
            Caso o idoso sofra a queda e precise ficar imobilizado ou realizar procedimento cirúrgico, a atuação da fisioterapia deve iniciar-se de maneira precoce para evitar incapacidades funcionais. A fisioterapia ainda pode atuar no alívio do processo inflamatório, como o da dor.
            A dificuldade de andar também é um problema frequente nos idosos, sendo que as principais alterações são diminuição da velocidade e do comprimento do passo, perda do balanço do quadril e ombros. Os distúrbios da marcha estão relacionados principalmente à diminuição da força muscular, dos reflexos de postura e perda da visão. Para evitar ou recuperar padrões anormais do andar, o fisioterapeuta atua por meio de exercícios terapêuticos, treino de marcha e ainda orientação para o uso de dispositivos de auxílio de marcha, como bengalas e andadores.
            Portanto, a fisioterapia atua nos pacientes de terceira idade nas disfunções ortopédicas, reumáticas, neurológicas, cardiovasculares e/ou geriátricas. Sendo que as principais patologias nas quais o fisioterapeuta atua são:

    ·         Dores na coluna;
    ·        Osteoartrite e/ou osteoartrose;
    ·         Osteoporose;
    ·         Artrite reumatoide;
    ·         Doença de Parkinson;
    ·         Acidentes Vasculares Cerebrais (derrame);
    ·         Acometimento de raízes nervosas e medula espinhal;
    ·         Pós-operatório de cirurgias ortopédicas gerais;
    ·         Infarto agudo do miocárdio;
    ·         Asma;
    ·         Bronquite e enfisema;
    ·         Pneumonia;
    ·         Mal de Alzheimer;
    ·         Dificuldade de marcha.

Com isso, indivíduos que tenham 60 anos ou mais devem procurar regularmente um fisioterapeuta, tanto par acompanhamento preventivo de possíveis acometimentos, como para atuar na reabilitação de problemas que já acometeram essa população.

Fonte: Fisioterapeuta Aline Maria Heidemann

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dicas de saúde para um Turismo Tranquilo

  
Confira informações e sugestões importantes para o cuidado com a saúde e a prevenção de doenças comuns em viagens.

     1.    Segurança
Para a sua segurança, não ande em áreas desabitadas ou evitadas pela população local.

     2.    Previna-se
Use preservativos em todas as relações sexuais, evitando assim as doenças sexualmente transmissíveis (DST), como HIV/Aids, sífilis e hepatite B.
Usar repelentes a base de DEET (dietiltoluamida) nas áreas expostas da pele, seguindo a orientação do fabricante, para se proteger da picada de insetos.
Ao realizar a seleção de hoteis ou pousadas em áreas endêmicas para doenças transmitidas por mosquitos, como a malária, dar preferência para instalações com janelas, portas teladas e cortinados.
Lavar as mãos com água e sabão, principalmente depois de tossir ou espirrar; antes de tocar os olhos, a boca e o nariz; após usar o banheiro e antes das refeições.
É importante ter conhecimento e buscar orientação do médico se durante a viagem você pretende fazer atividade física, como caminhadas com alto grau de dificuldade. 

     3.    Sol
Evite exposição excessiva ao sol, use protetor solar antes da exposição reaplicando conforme orientação do fabricante. Utilize também óculos de sol, roupas leves, arejadas e chapéu de aba larga.

     4.    Complicações
Apresentando qualquer alteração no seu estado de saúde, ainda dentro da aeronave, ônibus, embarcação ou outro meio de transporte, comunique o fato à equipe de bordo, que tomará as devidas providências, que incluem a notificação às autoridades sanitárias competentes.
Buscar assistência médica imediata em caso de febre ou qualquer outro sintoma, lembrando que não é recomendado tomar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS, Aspirina, Melhoral, Doril, etc.) para profilaxia contra a dengue, a malária e/ou febre maculosa.

DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES


- Evite caminhar descalço em áreas de matas ou plantações. Utilize, preferencialmente, calça e botas de cano longo ou bota com perneira (que protejam até o joelho). Antes de vestir qualquer calçado, batê-lo ao chão, com a boca virada para baixo, para prevenir picadas de animais peçonhentos. Em balneários, evitar andar descalço, especialmente se tiver algum tipo de ferimento no pé.
- Não coloque a mão em buracos, cuidado ao sentar em pedras e, acima de tudo, não manipule esses animais, por mais inofensivos que eles pareçam.
- Examine cuidadosamente os locais onde for se apoiar (por exemplo, árvores, rochas etc.) durante a realização de trilhas ou caminhadas ecológicas.
- Visite um médico antes da viagem: se o destino da viagem é o exterior, se informe sobre a situação sanitária do país de destino e cheque se será necessário tomar uma vacina contra alguma doença particular.

ECOTURISMO – TURISMO RURAL – TURISMO SOL E PRAIA

TURISMO NÁUTICO         


Cuidados e prevenção de DOENÇAS TRANSMITIDAS POR VETORES


No Brasil, um número elevado de infecções e doenças, como a malária, a febre amarela, a doença de chagas e a dengue, são transmitido por insetos e outros vetores em alguns destinos turísticos. Dessa forma, para preservar a sua saúde, cada viagem demanda cuidados específicos, conforme as recomendações a seguir: 
• Ecoturismo
• Turismo Rural      
• Turismo de Sol e Praia

Riscos

Febre amarela e outras arboviroses transmitidas por mosquitos, hantavirose, esquistossomose, raiva, febre maculosa, animais peçonhentos, leishmaniose, encefalite, doença de Chagas, acidentes (causas externas), malária, doenças cardiovasculares, diabetes, gripe, dengue, histoplasmose e doenças transmitidas pela água e por alimentos.

Informações importantes          

Informe-se sobre a prevalência de doenças na região a ser visitada, com a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde. Se houver recomendação de vacina contra a febre amarela, o turista deve se vacinar pelo menos 10 dias antes da partida. Para mais informações, acesse o website: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=29491&janela=1

Antes de organizar pacotes de ecoturismo e de prática de esportes aquáticos, informe-se nas Secretarias Municipais de Saúde sobre a existência de coleções de águas – rios, lagoas, açudes etc – que apresentem risco de transmissão de esquistossomose. A recomendação é especialmente válida para locais de água parada ou rios com pouca correnteza. Antes de entrar nessas coleções de águas, o turista deve observar se existem caramujos que, se infectados, podem transmitir a esquistossomose.

Informar-se sobre a ocorrência de registro recente de surto de meningite na região a ser visitada.   

Em caso de turismo em cavernas ou grutas, certifique-se de que as mesmas estejam autorizadas para visitação. O turista deverá usar máscaras nesses ambientes.         

No caso de acampamentos ou trilhas, vestir sempre roupas claras com manga longa e usar sapatos fechados, além de chapéu ou boné, repelente e protetor solar. Em relação à malária, o cuidado deve ser redobrado entre o pôr-do-sol e ao amanhecer.           

Montar acampamento longe de locais com a presença de roedores. Ninhos, escombros, lixões, acúmulos de lenhas ou produtos agrícolas, palhas ou outros materiais são bastante frequentados por esses animais. No acampamento, os alimentos e resíduos devem ser mantidos em recipientes fechados e à prova de ratos.  

Não deitar diretamente no solo, em ambientes rurais e/ou silvestres. A transmissão de hantavirose se dá por meio da inalação de partículas virais presentes no solo.           

Não comer frutos desconhecidos ou encontrados no chão, pois podem ser venenosos.        

Procurar levar o próprio alimento – de preferência, pronto e industrializado, que possa ficar fora da geladeira e que não estrague com o calor. Também é importante verificar as condições de armazenamento dos alimentos para humanos e animais, em recipientes resistentes, de plástico ou metal, e com tampa, para evitar a atração de roedores e outros animais. 

Não depositar fezes perto de lagoas e rios. Na ausência de instalações sanitárias, procurar locais distantes das coleções ou curso de águas para defecar e cobrir as fezes com terra.    

Não deixar que restos de comidas, inclusive de animais, e outros produtos ricos em matérias orgânicas cheguem até as águas, pois servem de alimentos para os caramujos.     

Levar sacos plásticos para colocação do lixo produzido nos passeios. Os resíduos de plástico, de metal e de outros materiais não biodegradáveis devem ser levados de volta. Os orgânicos precisam ter destino adequado e seguro, para que não sejam fonte de contaminação.

• Turismo Náutico

Riscos

DTAs, meningite, doenças cardiovasculares, sarampo, rubéola e gripe.

Informações importantes          

Se possível, realize uma vistoria no navio, checando a infra-estrutura, as condições de segurança, a disponibilidade de medicamentos e a existência de equipamentos de pronto socorro, como desfibriladores e medidores de pressão arterial.         

Organize uma lista com os serviços médicos disponíveis em cada parada e elabore um guia de telefones e de endereços dos mesmos. Em caso de emergência, você saberá a quem recorrer.       

Verificar se a embarcação escolhida tem um plano de limpeza e desinfecção diária da mobília, corrimão, puxadores de portas e outros equipamentos.

Informar-se sobre os riscos apresentados em cada parada do navio, principalmente em relação ao consumo de água e alimentos. O turista, dentro ou fora do navio, deve evitar o consumo de alimentos crus e/ou mal passados, e dê preferência aos alimentos bem cozidos e aos que ficam expostos em balcões térmicos aquecidos ou refrigerados – sobremesas, saladas e molhos frios.     

Procurar atendimento médico se ocorrer com você ou algum familiar ou amigo, três ou mais episódios de diarréia em um intervalo de 24 horas. Informar imediatamente a tripulação do navio, que, por sua vez, deve informar o episódio à Anvisa.        

Levar em conta as dicas para turismo em grandes centros, assim que o navio aportar nas cidades.            
Observar se a acomodação escolhida possui boa ventilação.        

Procurar um médico, no caso de febre, tosse e/ou dor de garganta.
• Para saber mais sobre ações relacionadas à saúde, acesse os seguintes websites: 
• Ministério da Saúde - http://www.anvisa.gov.br/paf/viajantes/index.htm
•http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=29491&janela=1 

DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ANIMAIS


As zoonoses incluem várias infecções que podem ser transmitidas ao homem por meio do contato com animais.
- Em caso de contato acidental, mordedura, lambedura ou arranhadura por mamíferos (ex. cão, gato, morcego etc.), lave o local atingido com água corrente e sabão, e procure imediatamente a assistência de saúde para avaliação e, se necessário, aplicação de vacina e soro antirrábico.
- No Brasil, os acidentes com animais peçonhentos mais comuns são causados por escorpiões, serpentes, aranhas, abelhas, lagartas e arraias. Em caso de acidente, não realize procedimentos caseiros, procure imediatamente o serviço de saúde local para que você seja encaminhado à Unidade de Atendimento de Acidentes por Animais Peçonhentos do município ou estado.
- Informe-se sobre a disponibilidade de soro antiofídico, antiaracnídeo e antiescorpiônico, além da vacina e do soro antirrábico humano, em unidades de saúde da região a ser visitada.

DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ÁGUA E ALIMENTOS


- Lave as mãos com água e sabão, de forma frequente, e sempre antes de manipular ou consumir alimentos, após utilizar sanitários, meios de transportes/ou visitar locais com grande fluxo de pessoas.
- A água mineral industrializada é a opção mais segura.
- Quando a água não for tratada, utilize a fervura por pelo menos um minuto. Não sendo possível, a fervura ou filtragem, deve-se considerar o uso de agentes desinfetantes, por exemplo, o Hipoclorito de Sódio a 2,5%, colocando duas gotas em um litro de água e 30 minutos para consumir.
- Evite frutas e verduras que não estejam íntegras. Não se esqueça de lavá-las em água corrente antes do consumo.
- Fique atento à temperatura dos alimentos expostos para a venda (bufês, mercados, restaurantes e vendedores ambulantes). Os alimentos perecíveis devem ser mantidos em temperatura adequada: os refrigerados, abaixo de 5°C, e os quentes, acima de 60°C. Procure ter certeza de que não estão em contato com materiais contaminantes.
- Evite a ingestão de alimentos preparados com carnes de animais exóticos ou silvestres não regularizados.
- Evitar o consumo de alimentos vendidos por ambulantes, água, gelo, sorvetes e sucos de origem duvidosa, alimentos crus, as preparações culinárias que contenham ovos crus, leite e seus derivados sem pasteurização carnes exóticas cruas e/ou mal passadas – como de jacaré, avestruz, javali – e ter cuidado antes de ingerir peixes e frutos do mar, que podem causar alergias e, em alguns casos, sintomas neurológicos. É recomendável dar preferência a restaurantes e lanchonetes indicados por algum morador do local.
- Não beber água de rios, riachos, cachoeiras e outras fontes naturais, pois podem apresentar contaminação biológica ou química, como por exemplo, fezes de animais e substâncias químicas.
- A embalagem dos alimentos deve estar íntegra e conter no rótulo pelo menos a identificação do produtor e a data de validade.

DOENÇAS DE TRANSMISSÃO RESPIRATÓRIA


- As doenças respiratórias mais comuns são as gripes e os resfriados, que podem ser causadas por uma diversidade de fatores.
- Alimentar-se bem, adotar hábitos saudáveis e higiênicos e evitar o estresse são as formas mais eficazes de prevenção.
- No caso de apresentar, durante a viagem ou após o desembarque, febre (+ de 38° C), tosse, dor de garganta e dificuldade para respirar, comunique esses sintomas à tripulação ou procure a Unidade de Saúde mais próxima.

CUIDADO COM A   DENGUE


- A dengue é uma doença cujo período de maior transmissão coincide com o verão. Isto acontece devido aos fatores climáticos favoráveis à proliferação de seu vetor, o Aedes aegypti.
- Para quem vai viajar e deixar a casa fechada, lembre-se de não deixar nenhuma oportunidade para o vetor proliferar, por exemplo, removendo água dos vasos de planta, deixando a caixa d´água tampada, retirando a água de grandes reservatórios, como as piscinas e removendo do ambiente todo material que possa acumular água (garrafas pet, latas, pneus).
- Em caso de viagens para áreas de risco da dengue, é importante hospedar-se em locais que disponham de telas de proteção nas portas e janelas. O uso de mosquiteiros também é recomendado. Recomenda-se também a adoção de medidas de proteção individual para reduzir o risco de infecção tais como: o uso de calças compridas, meias e sapatos fechados.
- Durante a viagem é preciso estar atento ao surgimento de alguns dos sintomas da doença. Caso ocorra, deve-se procurar imediatamente orientação médica e evitar automedicação. O doente com dengue pode apresentar sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores pelo corpo e náuseas. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar um sinal de agravamento.
- Os casos graves necessitam de especial atenção médica, pois podem ser fatais. É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas.
- Mais informações: http://www.combatadengue.com.br

Fonte: Viaje Legal: o seu guia para um turismo tranquilo, elaborado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Fundação Universa