domingo, 31 de julho de 2011

Partição de comprimidos



Práticas comuns entre os consumidores e pouco recomendadas pelos profissionais de saúde, como dividir, triturar ou dissolver medicamentos, podem comprometer o tratamento e representar grande risco à saúde. Muitas vezes, por conta própria, o paciente adota a partilha de comprimidos com a finalidade de adequar a dose prescrita pelo médico, facilitar a deglutição ou até mesmo por economia. O que poucos sabem é que esta prática pode ocasionar erros na dosagem.

Em artigo publicado no periódico Journal of Advanced Nursing da Universidade de Ghent, na Bélgica, os pesquisadores descobriram que 31% dos comprimidos que foram divididos tinham uma dosagem diferente da esperada. Isso significa que partir um comprimido de 150mg em duas partes não é o mesmo que ter em mãos dois pedaços com 75mg. Até mesmo as pílulas cortadas por aparelhos específicos apresentam grande margem de erro - em 13% dos casos, a dosagem era diferente.

Mau uso

Os relatos do mau uso de medicamentos têm sido amplamente discutidos pela Comissão Assessora de Farmácia do CRF-SP, que classifica o ato de alterar a forma original de qualquer apresentação farmacêutica como uma prática altamente condenável. 

Segundo a Comissão, a regra também vale para casos de comprimidos que vem com o sulco central, indicando o local onde podem ser partidos, pois não há garantia de que as partes serão idênticas, que não haverá perda e que, portanto, o medicamento terá a mesma eficiência terapêutica.

Recomendação 

O farmacêutico é o profissional indicado para esclarecer qualquer dúvida sobre o uso de medicamentos e adequação das doses. Há opções de medicamentos em diferentes apresentações farmacêuticas como xaropes, suspensão, gotas e supositórios e, o farmacêutico pode entrar em contato com seu médico para sugerir alternativas que garantam a eficácia do tratamento.  O médico também pode prescrever os medicamentos para serem manipulados em farmácias magistrais, adequando assim o tratamento às necessidades específicas de cada paciente quanto à dosagem.

Fonte: Carlos Nascimento
Assessoria de Comunicação CRF-SP

Pílulas e outros medicamentos podem agravar danos do sol aos olhos





Medicamentos fotossensibilizantes potencializam risco de conjuntivite alérgica, olho seco, ceratite, fotofobia e catarata

No Brasil, há uma cultura bastante forte em muitos lares que é a farmacinha doméstica. Analgésicos, antibióticos, anti-inflamatórios e antidepressivos são os mais consumidos em casa. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, no entanto, o que poucos sabem é que a lista de remédios fotossensibilizantes, ou seja, que aumentam a sensibilidade à luz solar, soma mais de 300 drogas. 

Queiroz Neto afirma que muitos desses medicamentos são usados abusivamente pela população. 

Ele alerta que, dependendo da dose ministrada do remédio e da exposição do paciente ao sol, ele pode sofrer com desconfortos e até doenças mais graves. As mais visíveis são as lesões na pele que podem tornar proibitivo o bronzeamento no verão. 

O oftalmologista ressalta, no entanto, que não são apenas estes os problemas que podem surgir. 

— Da mesma forma que os medicamentos fotossensibilizantes tocam nossa pele, aumentam os danos do sol aos olhos — explica. 

Queiroz Neto ressalta que as reações diferem em função da tolerância de cada pessoa. 

— É maior entre idosos, imunodeprimidos e mulheres. Isso porque, são estes grupos que fazem uso de múltiplos medicamentos, terapia contínua e sofrem mais alterações no metabolismo — afirma. 

— Só para se ter uma ideia, até os contraceptivos podem provocar reação fotoalérgica nos olhos de mulheres que tem histórico de sensibilidade a remédios — diz. 

O especialista explica que isso acontece porque a pílula anticoncepcional contém um cromóforo, sal capaz de absorver a radiação ultravioleta (UV) e originar um antígeno. 

— A absorção da radiação UV predispõe à síndrome do olho seco que pode levar à ceratite (inflamação da córnea). Já a formação do antígeno potencializa o risco de conjuntivite alérgica — afirma. 

O especialista ressalta que o maior risco dos medicamentos é a foto-toxidade. Ela ocorre quando o sal que absorve a radiação UV reage com o oxigênio das células dos tecidos, formando radicais livres. Isso faz com que a lente natural do olho, o cristalino, perca a transparência até a visão ser totalmente perdida. Acontece com o uso prolongado de corticóide, diurético, antipsicótico, antidepressivo, analgésico e alguns antibióticos. 

Queiroz Neto diz que o primeiro sinal de que alguma alteração celular no cristalino está ocorrendo por conta do medicamento é a fotofobia (aversão à luz). 

— No entanto, algumas dicas podem diminuir possíveis danos em tratamento contínuos:  - tomar o medicamento ao anoitecer quando possível;  - usar óculos escuros com proteção UV, boné ou chapéu;  - evitar a exposição solar e outras fontes de luz ultravioleta. 

— Nos tratamentos temporários:  - as alterações desaparecem em alguns meses, mas a proteção dos olhos deve ser mantida mesmo em dias nublados;  - para evitar complicações oculares a recomendação é fazer exames periódicos com um oftalmologista;  - depois dos 40 anos também podem surgir o glaucoma e a degeneração macular que têm risco agravado por outras doenças e hábitos . 

— Principais classes de medicamentos que podem causar fotoalergia:  - anticoncepcionais;  - anti-histamínicos a base de benzofenona, e prometazina;  - antibióticos a base de eritromicina;  - antiarrítimicos cardíacos;  - antidiabéticos.

Fonte: Bem-estar

Uvas previnem Mal de Alzheimer



Pesquisadores americanos descobriram que polifenóis presentes em sementes de uva podem ajudar na prevenção do desenvolvimento do Mal de Alzheimer e no atraso da progressão dessa doença.

Cientistas da Mount Sinai School of Medicine e da Universidade de Minnesota (ambas nos Estados Unidos) analisaram como essa substância derivada de uvas poderia evitar a criação de peptídeos beta-amilóides, presentes no cérebro e associados a uma neurotoxina que está ligada ao Alzheimer.

Em um experimento, os polifenóis de sementes de uva foram administrados em ratos de laboratório que eram geneticamente pré-determinados a desenvolverem neurotoxinas beta-amilóides e problemas de memória. Esse tratamento reduziu substancialmente a quantidade da neurotoxina no cérebro dos animais.

O Dr. Giulio Maria Pasinetti explica que “já que polifenóis que ocorrem naturalmente estão também disponíveis comercialmente como suplementos nutricionais e têm efeitos adversos negligíveis mesmo após longos períodos de tratamento, essa nova descoberta traz uma promessa significativa como um método preventivo ou tratamento”.

A descoberta está sendo testada em estudos translacionais em pacientes de Alzheimer. Porém, os autores do estudo alertam que para que o tratamento possa ser aplicado, é necessário que seja desenvolvida uma técnica que seja capaz de indicar quais pessoas estão em grupos de alto risco de desenvolvimento da doença.



Fonte: Boa Saúde

Saúde Ocupacional, uma obrigação pouco conhecida

Poucos conhecem o que é Saúde Ocupacional, qual sua finalidade ou qual é sua real função. Muitos apenas acham que é o exame que faz para ser admitido ou sair de uma empresa, outros veem como apenas um documento que deve-se ter arquivado para caso de fiscalização do Ministério do Trabalho.

Saúde Ocupacional é uma obrigatoriedade que o Ministério do Trabalho impôs a todas as empresas, visando observar e resguardar a qualidade de vida dos trabalhadores.

Mas essa legislação não é somente mais um custo que as empresas devem tabular ao fim do mês, Saúde Ocupacional é um benefício tanto para o empregado, quanto para o empregador.

Ao proporcionar aos funcionários de uma empresa um ambiente qualificado e sadio para a realização de suas tarefas, a empresa recebe um funcionário que estará mais motivado a produzir, e em seu trabalho não haverá influências ambientais para interromper sua produção.

Com uma avaliação clínica especializada na saúde do trabalhador, é possível constatar se o candidato à vaga está em totais condições para exercer as funções que se dispõe, ou se após um período de afastamento o funcionário está realmente apto a voltar às atividades, e até mesmo verificar se a condição física do funcionário é qualificada para exercer novas funções. Deve-se, com uma periodicidade relevante a cada função analisar as condições da saúde de cada trabalhador, e ao fim da parceria entre empresa e funcionário, verificar se a saúde dele continua da mesma forma com a qual foi contratado. Todos esses exames servem para acompanhar a saúde dos trabalhadores e para resguardar a empresa em eventuais solicitações legais.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Você sabe o que acontece quando se desmaia?



Popularmente conhecida como “desmaio”, a síncope é a perda súbita da consciência, de curta duração e de recuperação espontânea.
A consciência, ou estado de alerta, é mantida graças ao oxigênio dissolvido no sangue, que nutre áreas do cérebro responsáveis por essa função. Existe um fluxo mínimo de oxigênio, abaixo do qual o cérebro perde seu estado de alerta. A síncope é a consequência da interrupção ou diminuição crítica da oferta de sangue e oxigênio cerebral. Deve ser diferenciada da epilepsia, que também provoca perda de consciência, mas, neste caso, por alterações elétricas primárias das células cerebrais.          

A síncope ocorre em três a cada cem adultos e também pode acometer crianças nos primeiros anos de vida. A maior parte dos adultos saudáveis pode apresentar pelo menos um episódio de síncope durante a vida, sem grandes consequências. No entanto, quando esse sintoma se repete, quando ocorre na vigência de doença cardíaca ou quando provoca acidentes, deve ser investigado com rigor, pois estas são consideradas situações de alto risco para o paciente. As principais condições clínicas responsáveis pela ocorrência de síncopes são as doenças cardíacas, as neurovasculares e as disautonomias.

• Síncopes cardíacas – Podem ocorrer devido ao entupimento das válvulas do coração, das artérias coronárias, por doenças do músculo cardíaco ou ainda por alterações no ritmo cardíaco (arritmias).

• Síncopes neurológicas – Obstruções vasculares por aterosclerose (placas de cálcio e gordura que bloqueiam os vasos) ou processos reumáticos da coluna cervical. Acometem mais a população idosa e geralmente provocam síncopes durante mudanças de posição do pescoço.      

Síncopes disautonômicas – São as mais frequentes causas de síncope. O controle do diâmetro dos vasos sanguíneos, da força de contração do coração e da frequência dos batimentos cardíacos é determinado pelo sistema nervoso autônomo (conjunto de células e nervos responsáveis pela conexão entre o cérebro e os demais órgãos do corpo, cujo funcionamento é automático).

As síncopes causadas por disfunções do sistema nervoso autônomo são conhecidas como síncopes “disautonômicas”, “vasovagais” ou ainda “neuromediadas”. São síncopes reflexas, nas quais uma súbita e crítica queda da pressão arterial, com ou sem lentificação dos batimentos cardíacos, diminui bruscamente a oxigenação cerebral e provoca perda de consciência.     

Quando a pessoa desmaia e cai, imediatamente esses eventos interrompem-se e a pressão arterial se restabelece. Esse tipo de síncope acomete principalmente adultos jovens e adolescentes e mais raramente crianças e idosos.

Ocorre mais frequentemente durante emoções, em ambientes abafados, multidões, permanência em pé por período prolongado, mudanças bruscas de postura, punção venosa para exames de sangue ou após um esforço físico.

A síncope requer avaliação multiprofissional especializada e geralmente necessita de múltiplos testes diagnósticos, já que muitas são as causas e muitas as possibilidades de tratamento.  

O Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês dispõe de uma Unidade de Arritmia e Síncope para auxiliar o corpo clínico na investigação diagnóstica e tratamento deste sintoma, contando com ampla e moderna metodologia diagnóstica e terapêutica.
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Por Denise Hachul
Médica do Centro de Cardiologia do HS

Por que o tratamento com ácidos impede exposição ao sol?



 Com este tipo de tratamento, a pele fica mais fina e sensível; irritação inicial possibilita renovação das células


É mui­to co­mum, mes­mo pa­ra ­quem não tem for­ma­ção mé­di­ca, o co­nhe­ci­men­to de que a pe­le que es­tá em tra­ta­men­to com áci­dos ou es­fo­lian­tes não de­ve ser ex­pos­ta ao sol. Po­rém, boa par­te da po­pu­la­ção não en­ten­de por­que es­sa si­tua­ção me­re­ce ­maior cui­da­do e aten­ção de mé­di­cos e pa­cien­tes. 

Nor­mal­men­te, a pe­le se re­no­va em sua ca­ma­da ­mais ex­ter­na a ca­da 28 ­dias. Is­to ocor­re por­que es­sa re­gião, co­nhe­ci­da co­mo epi­der­me, é ca­paz de pro­du­zir cons­tan­te­men­te no­vas cé­lu­las e efe­tua a tro­ca de to­das as ­suas cé­lu­las nes­se pe­río­do de tem­po. 

Quan­do um pa­cien­te es­tá sen­do tra­ta­do com áci­dos de uso do­mi­ci­liar (áci­do re­ti­nói­co, áci­do gli­có­li­co, en­tre ou­tros), sua pe­le fi­ca ini­cial­men­te ­mais fi­na. Os áci­dos pro­vo­cam uma ir­ri­ta­ção ini­cial que te­rá o pro­pó­si­to de me­lho­rar a pe­le co­mo um to­do. En­tre ou­tras coi­sas, ace­le­ram o tem­po de re­no­va­ção das cé­lu­las da epi­der­me, que des­ca­mam com ­maior fa­ci­li­da­de e em me­nor es­pa­ço de tem­po. Es­sa pe­le, ­mais fi­na por si só, so­fre ­mais quan­do ex­pos­ta ao sol. 

Ou­tro pon­to im­por­tan­te so­bre os áci­dos ci­ta­dos é que ­eles são fo­tos­sen­si­bi­li­zan­tes, ou se­ja, dei­xam a pe­le ­mais sen­sí­vel quan­do ex­pos­ta ao sol e às ra­dia­ções ul­tra­vio­le­ta. Es­se pon­to pas­sa a ter im­por­tân­cia, uma vez que, aca­ba de­fi­nin­do ­maior ten­dên­cia a des­con­for­to, quei­ma­du­ras ou man­chas pa­ra ­quem es­tá fa­zen­do uso des­tes pro­du­tos. 

Os pa­cien­tes que, ­além do uso do­mi­ci­liar es­tão em tra­ta­men­to com pee­lings áci­dos, cor­rem um ris­co ­maior. Is­so por­que se­ma­nal­men­te, quan­do o pee­ling é fei­to, a pe­le fi­ca ain­da ­mais fi­na e sen­sí­vel. Es­tá cla­ro en­tão que a ex­po­si­ção ao sol nes­ses ca­sos é com­ple­ta­men­te con­train­di­ca­da. 

Ain­da as­sim há pes­soas que ­usam áci­dos e se ex­põem ao sol sem pro­ble­mas. Is­so é pos­sí­vel des­de que o pa­cien­te e o mé­di­co te­nham con­fian­ça um no ou­tro. Se o pa­cien­te se­gue ri­go­ro­sa­men­te o que o mé­di­co orien­ta e o pro­fis­sio­nal tem bom sen­so em de­fi­nir um tra­ta­men­to com bai­xís­si­mo ris­co pa­ra o pa­cien­te, nor­mal­men­te tu­do po­de­rá cor­rer de for­ma se­gu­ra. 

Do­ses re­du­zi­das de áci­dos pas­sam a ser uti­li­za­das nas es­ta­ções ­mais quen­tes do ano, as­sim co­mo po­de­rá ha­ver a su­ges­tão, por par­te do mé­di­co, de que o pa­cien­te não use es­ses pro­du­tos al­guns ­dias an­tes do sol. É su­ge­ri­do ain­da que o pa­cien­te apli­que, com rea­pli­ca­ções a ca­da 2 ho­ras, fil­tros so­la­res de ele­va­do ín­di­ce de pro­te­ção. 

Fonte: Ademir Júnior - Dermatologista (São Paulo)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tomar medicamento na hora errada pode diminuir sua eficácia


    
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Você tem algum problema de saúde, procura o médico e sai do consultório com a receita e com pedidos de exames. O que você pode não saber é que tomar o remédio às 19h ou às 22h pode fazer uma grande diferença, assim como esquecer de avisar o laboratório que tomou uma aspirina no dia anterior ao exame. 


A cronofarmacologia (estudo que relaciona os efeitos dos medicamentos de acordo com as horas do dia), a interação entre remédios e o efeito em exames laboratoriais foram alguns dos destaques do XVI Congresso Paulista de Farmacêuticos. 

“A pressão costuma ser mais alta entre 6 e 7 horas da manhã, então se você tomar o remédio para hipertensão no começo da noite, ele não irá fazer efeito. Ou o médico terá de receitar um com duração maior”, explica a farmacêutica Amouni Mourad. 

Assim, a cronofarmacologia busca descobrir em que horários há liberação de neurotransmissores e hormônios, além de outras alterações no organismo para assim usar remédios com maior eficiência. 

Outro exemplo dado pela farmacêutica é que a febre costuma ter picos às 11h, mas as 3, 4h da manhã ela tem as temperaturas mais baixas. Assim, tomar o antitérmico no pico de temperatura não irá adiantar e a febre só vai abaixar quando já seria normal apresentar uma queda. 

Nos EUA, a cronofarmacologia já é bastante difundida e existem mais de 100 medicamentos que seguem seus princípios, mas no Brasil os estudos ainda estão no início. Na USP (Universidade de São Paulo), uma pesquisa busca identificar os períodos do dia onde há maior multiplicação de células cancerígenas, o que aumentaria a eficiência dos medicamentos quimioterápicos. 

A glicose é outro componente bastante estudado pela cronofarmacologia. “É preciso levar em conta o relógio biológico de cada um. Se um diabético tem um trabalho estressante durante o dia, não adianta dar insulina apenas a noite. É preciso administrá-la durante o dia, quando há maiores taxas de glicose no sangue”, explica Mourad. 

INTERAÇÕES: Além disso, é preciso tomar cuidado ao tomar remédios junto às refeições. Os remédios também têm nutrientes que competem com os alimentos e acabam diminuindo sua eficácia.  Remédios a base de ferro não podem ser tomados logo após alimentos ricos em cálcio, como leite e queijos, já que o cálcio interfere na absorção do ferro. O leite interfere também na absorção de antibióticos de tetraciclina.  Já analgésicos perdem o efeito na presença do tabaco. “É importante saber qual é o tempo de absorção do medicamento, porém é válido que se espere pelo menos uma hora para fumar”, conta.  A farmacêutica salienta ainda que outras substâncias liberadas pelo cigarro como o monóxido de carbono, cianureto e nicotina podem gerar várias interações medicamentosas, como a diminuir a absorção da insulina, por exemplo.

Fonte: Lilian Ferreira
Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Medicamentos de uso comum em adultos devem ser evitados por idosos e crianças



Você passa a vida toda tomando um remédio para hipertensão, mas, a uma certa idade, começa a sentir alguns efeitos colaterais.
Ou então quer medicar seu filho, mas não encontra informações específicas sobre o uso do medicamento em crianças.
Esse tipo de situação acontece porque grande parte das drogas possui eficácia e segurança para uso em adultos.
Crianças e idosos reagem de maneira diferente aos medicamentos – seja porque o organismo não está completamente desenvolvido (caso das crianças), ou porque os órgãos começam a perder eficiência (caso dos mais velhos).
Foi elaborado uma lista com os principais medicamentos que devem ser evitados por crianças e idosos, porque podem causar reações adversas. Esses efeitos vão desde intoxicação até distúrbios psicológicos.
A presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, Raquel Rizzi, explica que a idade afeta a ação do medicamento principalmente porque, tanto nas crianças como nos idosos, a metabolização da droga e a função renal são menos eficientes.
De modo que, com algumas exceções, os medicamentos tendem a produzir efeitos maiores e mais prolongados nos extremos da vida.
De acordo com Silvia Pereira, presidente da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), quando um laboratório testa a eficácia e segurança de um medicamento, os estudos são feitos primeiro com animais e, em seguida, com adultos, em geral jovens e saudáveis.
Depois disso eles lançam no mercado. Mas aí vem para um homem brasileiro pobre de 70 anos. Pode, sim, ter diferença, porque nunca é experimentado nos mais velhos.
O farmacêutico André de Oliveira Baldoni, pesquisador da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto, estuda as reações adversas em idosos.
Segundo ele, grande parte dos efeitos colaterais nos mais velhos ocorre por causa da automedicação de anti-inflamatórios. Esses remédios, no entanto, podem causar problemas renais no idoso e hemorragia gastrointestinal.

IDOSOS: saiba quais são os principais remédios que podem causar efeitos adversos

Benzodiazepínicos de meia-vida longa (diazepam): Sedação e risco de queda e fratura óssea
Antidepressivos tricíclicos (ADT): Boca seca, retenção urinária, taquicardia, hipotensão postural
Fluoxetina (antidepressivo): Agitação, distúrbios no sono
Anti-histamínicos de primeira geração (dexclorfeniramina): Sedação prolongada
Anti-inflamatórios não esteroidais (AINES): Desordens renais e hemorragia gastrointestinal
Metildopa (anti-hipertensivo): Diminuição da frequência cardíaca e agravamento da depressão                
Clonidina (anti-hipertensivo): Hipotensão ortostática (queda rápida da pressão), efeitos no sistema nervoso central e boca seca
Carisoprodol e ciclobenzaprina (relaxantes musculares): Efeitos anticolinérgicos (afeta parte do sistema nervoso), sedação e fraqueza
Óleo mineral: Aspiração (pneumonia lipóide)
Cimetidina (Antiulceroso): Estado de confusão aguda
Bloqueadores de canais de cálcio (anti-hipertensivos) e antidepressivos tricíclicos em pacientes com constipação intestinal: agrava a constipação intestinal

CRIANÇAS

A pesquisadora Anna Paula de Sá Borges, pesquisadora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo), está investigando as reações adversas causadas pelos medicamentos em crianças.
De acordo com ela, apenas 20% a 30% dos medicamentos aprovados pelo FDA, a agência americana que controla alimentos e medicamentos, apresentam especificações para uso em crianças.
A falta de informações específicas da maioria dos fármacos está diretamente relacionada à dificuldade de realização de ensaios clínicos nessa população.
Seus estudos demonstram que a faixa etária mais suscetível a reações adversas são as crianças menores de cinco anos de idade. E os medicamentos que mais causam efeitos são os descongestionantes nasais, anticonvulsivantes, anti-histamínicos (usados para tratar alergias) e expectorantes.
O pediatra Sulim Abramovici, presidente do Departamento Científico de Emergências e Cuidados Hospitalares da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), confirma que esses quatro tipos de remédios são os mais perigosos para os pequenos.
Os anticonvulsivantes prescritos criteriosamente, em doses adequadas e com controle, apresentam benefícios que superam os potenciais riscos.
Os expectorantes e descongestionantes têm uso cada vez mais restrito. E os anti-histamínicos têm indicações precisas e doses que devem ser cuidadosamente prescritas, pois facilmente levam a intoxicações.
Anna Paula explica ainda que a utilização de medicamentos entre as crianças é frequentemente baseada em modificações das formulações para adultos.
Isso aumenta o risco de reações adversas e tem eficácia não comprovada, colocando-as na posição de órfãs terapêuticas.
Sulim alerta ainda que existe uma pressão tanto da indústria farmacêutica como dos pais pelo uso de medicamentos.
Existe uma pressão grande dos fabricantes, que dizem que, se você tomar remédio, os sintomas da doença vão passar mais rápido. Além disso, para algumas pessoas, ir ao médico e sair sem receita é quase uma frustração.

CRIANÇAS: saiba quais são os principais remédios que podem causar efeitos adversos

1-2 anos  
Descongestionante nasal - Depressão respiratória
Broncodilatadores - Anóxia e lesão cerebral
Antiemético (contra enjoos) - Intoxicação com manifestação neurológica
Analgésicos-antipiréticos, anti-inflamatórios e antiespasmódicos - Intoxicação, apresentando agitação alucinações e delírios 
Anti-infecciosos - Erupções cutâneas e distúrbios gastrointestinais

2-4 anos
Psicofármacos - Sonolência e ataxia cerebelar (problemas na coordenação)
Anti-infecciosos - Erupções cutâneas e distúrbios gastrointestinais
Analgésicos-antipiréticos - Intoxicação, apresentando agitação alucinações e delírios

5-9 anos
Psicofármacos - Sonolência e ataxia cerebelar (problemas na coordenação)
Anti-infecciosos - Erupções cutâneas e distúrbios gastrointestinais

Fonte: Fonte: Anna Paula de Sá Borges, pesquisadora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de RibeirãoPreto da USP (Universidade de São Paulo)


domingo, 10 de julho de 2011

Fumo reduz efeito de medicamentos

O cigarro prejudica o tratamento com antibióticos. Foi o que descobriram pesquisadores da Faculdade Leopoldo Mandic, em Campinas, ao verificarem a concentração de antimicrobiano na corrente sanguínea de 30 pacientes, sendo metade fumantes que consomem mais de 20 cigarros por dia. Conclusão: o medicamento fez o dobro do efeito nos 15 pacientes não-tabagistas.    


O produto usado na pesquisa foi o metronidazol, normalmente usado para doenças da gengiva e infecções ginecológicas. “Em alguns fumantes, a concentração do medicamento correspondia quase à metade da quantidade que chegou no sangue dos não-fumantes. É um indício de que pode haver comprometimento da eficácia clínica do medicamento”, explica o pesquisador Rogério Motta.           

Fármacos “inteligentes” combatem o câncer




Os especialistas preveem a multiplicação de "fármacos inteligentes" capazes de combater tumores específicos com maior precisão. Embora o número de casos deva continuar a aumentar nos próximos 30 anos, devido ao envelhecimento da população mundial, a probabilidade de um paciente sobreviver será cada vez maior.

Nos últimos dez anos os cientistas empenharam-se em estudar como cada tipo de tumor se comporta: investigar o seu ADN, como se origina e se esconde do sistema imune dos pacientes, de que maneira se espalha pelo corpo. Esta investigação vem apontar pontos frágeis capazes de serem explorados por uma nova classe de medicamentos.

“Quanto mais entendemos como os tumores se formam e se comportam, mais eficazes são os novos fármacos que produzimos”, afirma o director do Serviço de Oncologia e professor da Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul, no Brasil, Bernardo Garicochea.

Por exemplo, recentemente, percebeu-se que 25% das vítimas de câncer de mama apresentam níveis elevados de uma proteína chamada HER-2. Ao desenvolver um medicamento que reduz a quantidade de HER-2, os médicos ganharam terreno na guerra contra o câncer da mama. Um método semelhante foi desenvolvido para um tipo de câncer do intestino.

Fármacos “inteligentes”

Nas próximas décadas, deverá haver centenas de fármacos como estes, chamados "inteligentes" porque atuam nas células cancerosas e poupam as demais. Os tratamentos poderão ser usados em combinação com técnicas tradicionais, como a quimioterapia, e até substituí-las ao longo do tempo. De acordo com o oncologista do Hospital de Clínicas Gilberto Schwartsmann, além de escolher o produto mais eficiente para o tipo específico de tumor do paciente, os médicos poderão basear a sua escolha no tipo biológico do doente.

Hoje, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de metade dos casos de câncer no mundo já encontram cura. Até 2030, como o envelhecimento da população mundial se intensificará, o número de casos deverá crescer. Por isso, apesar dos avanços na medicina, acredita-se que o número de mortes pode passar de 7,9 milhões, em 2007, para 11,5 milhões ao ano. Mas novas descobertas poderão refazer esta conta.

Liane de Araújo, sobrevivente de câncer de mama e vice-presidente do Instituto da Mama, em Porto Alegre, prevê que, em 2030, a quimioterapia e a radioterapia ainda façam parte do arsenal médico, mas que cada vez mais o tratamento seja individualizado. Cada subtipo de tumor deverá ter um fármaco específico, que também levará em consideração as características biológicas do doente. Além disso, os pacientes que tiverem predisposição genética identificada, por meio de exames, para determinados tipos de cancro, poderão receber cuidados e tratamentos preventivos.

Não deverá haver uma cura genérica para o câncer, mas sim tratamentos cada vez mais precisos para cada tipo de tumor, e sistemas mais eficazes de detecção precoce. Num cenário otimista, no futuro, a neoplasia pode transformar-se numa doença de perfil mais crônico do que letal, segundo esta especialista.


Fonte: Portal de Oncologia

Enxaqueca Oftálmica



Quando as alterações visuais podem indicar a existência de outras doenças



Alterações na visão seguidas de forte dor de cabeça, enjôo, mal-estar, intolerância a som alto e sonolência são sintomas de uma doença que atinge cerca de 1% da população mundial: a enxaqueca oftálmica ou enxaqueca retineana, também conhecida como aura visual, que se distingue das enxaquecas clássicas por afetar a visão e outros sentidos.

“Embora chamada de enxaqueca oftálmica, a doença tem origem neurológica. Trata-se de um distúrbio rápido, intermitente e reversível de circulação cerebral, que precede o aparecimento das crises de dor de cabeça”, explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

A aura visual pode ter várias causas. “O que sabemos é que o período menstrual; o jejum prolongado; o uso de anticoncepcionais; alterações no sono; estresse; o consumo de frituras, café, chocolate e de álcool; problemas na coluna cervical e distúrbios da ATM (Articulação Temporo Mandibular) são gatilhos para as crises”, explica o oftalmologista.

Virgilio Centurion conta que por se tratar de um problema que afeta primeiramente a visão, os pacientes recorrem, primeiro, aos oftalmologistas para diagnosticar a doença. “Após a realização de exames, quando descartamos as possibilidades de problemas no globo ocular, encaminhamos estes pacientes ao neurologista”, conta o diretor do IMO.

É por esta razão que o diagnóstico da enxaqueca oftálmica é tão comumente feito pelo oftalmologista. “Como o paciente costuma informar a percepção de luzes (em formato de zig-zag), a perda de metade do campo visual (recuperada com o passar da crise), forte dor de cabeça (mais de um lado só, chamada de "hemicrania"), estado nauseoso e fotofobia, tudo ao mesmo tempo, ele teme perder a visão, o que pode ocorrer temporariamente, com alguns pacientes”, explica Virgilio Centurion.

A dor da enxaqueca oftálmica  pode, ainda, em alguns casos, se manifestar, exclusivamente ou não, na região de um ou ambos os olhos. Tanto nos olhos propriamente, quanto acima, abaixo e em torno deles. Essa dor pode ser latejante e/ou em peso ou pressão, e sua intensidade pode variar de muito leve a muito forte, incapacitante.

“Numa parcela bem pequena dos portadores de enxaqueca, a pálpebra superior de um dos olhos (do mesmo lado da dor) pode cair parcialmente. Esse fenômeno recebe o nome de ptose palpebral e ocorre durante a crise de dor. Terminada a crise, a pálpebra volta ao normal. Esta forma de enxaqueca é denominada enxaqueca oftalmoplégica”, conta o oftalmologista.

Com o passar do tempo, os sintomas visuais que precedem a crise de enxaqueca servem de alerta para o paciente que já sofre há algum tempo com a doença, que procura evitá-la com a medicação conhecida. “Este tratamento é apenas sintomático, quer dizer, livra-o da crise, mas, não evita outras crises, a menos que se descubra uma causa definida para o problema. Por isto é tão importante a continuidade do tratamento. A cefaléia é uma doença tão complexa que é objeto de estudo integrado de vários especialistas: neurologistas, oftalmologistas, psicólogos, clínicos... Já existem até clínicas e hospitais dedicados exclusivamente  à dor de cabeça”, destaca Virgilio Centurion.

Quando a dor de cabeça é causada por problemas  de visão:


Embora inúmeras outras causas não oftalmológicas possam causar a cefaleia, a dor de cabeça é uma das principais queixas em Oftalmologia, sendo usual a associação entre dor de cabeça e problemas visuais.


“A dor de cabeça provocada por problemas refracionais visuais tais como hipermetropia, miopia e astigmatismo, geralmente tem início após um período de esforço visual. Nesses casos, o paciente acorda bem, mas, durante o dia, ou, ao final do período de aulas ou trabalho, começam as dores de cabeça. Este tipo de queixa é chamada de astenopia. Normalmente, tal sintomatologia costuma desaparecer, após a prescrição e o uso dos óculos ou lentes de contato”, explica o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO.

Outras patologias oftalmológicas também podem provocar cefaléia. “Estrabismos, insuficiências de convergência, uveítes e glaucoma agudo também podem provocar dores de cabeça”, informa Eduardo de Lucca.

Fonte: Blog da Saúde  

Doenças da modernidade

Segundo o relatório Saúde Brasil 2009, as doenças do aparelho circulatório são as que mais matam no Brasil, seguidas de neoplasias. Ambas integram a lista das doenças da modernidade. Outras que fazem parte desta lista e são a quinta maior causa de morte entre os brasileiros, são as doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas.
Conheça algumas dessas doenças e veja como evitá-las:

Hipertensão arterial – O aumento da pressão arterial lesa as artérias por induzir a alterações conhecidas como arteriolosclerose, que corresponde ao estreitamento das arteríolas e pequenas artérias. Contribui também para agravar a aterosclerose. Por outro lado sobrecarrega o ventrículo esquerdo o qual tem que fazer mais força para bombear o sangue.

Diabetes – É uma doença eu já afeta cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, mais de seis milhões de pessoas em idade adulta são acometidas deste mal. É caracterizada pelo aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue. Entre suas conseqüências estão: infarto, insuficiência renal, problemas visuais e morte.

Colesterol – Para estar saudável, nosso organismo precisa ter equilíbrio de duas lipoproteínas que controlam o colesterol: lipoproteína de baixa densidade (LDL ou “colesterol ruim”) e a lipoproteína de alta densidade (HDL ou “colesterol bom”). A doença popularmente conhecida como Colesterol ocorre quando há excesso do LDL no organismo. Esta lipoproteína acumula-se na parede das artérias formando depósitos de gordura, contribuindo o entupimento das artérias.

Obesidade – Estima-se que em 2022 o nível de obesidade no Brasil seja igual ao dos Estados Unidos. Grande parte da culpa por esta mudança está na mudança de hábitos do brasileiro, que, devido ao trânsito e falta de tempo para se alimentar, incorporou o fast food à sua dieta. A obesidade contribui para o surgimento das doenças cardiovasculares e da depressão.

Como evitar
Combinar alimentação saudável com a prática de exercícios, desde que adequados à faixa etária e às necessidades do organismo, pode ser uma boa saída para evitar os males da modernidade.

Fonte: Você no controle da ansiedade.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Efeito de antibiótico dura 2 anos no corpo




Estudo mostra que uso dessas drogas por 7 dias desequilibra flora intestinal por mais tempo do que se pensava
Remédio só deve ser usado em caso de não haver opção e quando os benefícios compensam o risco, dizem médicos


Tomar antibiótico por uma semana pode prejudicar as defesas do organismo por até dois anos, segundo estudo feito pelo Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas e publicado na revista "Microbiology".
Flora intestinal é o nome dado às bactérias que vivem na parede do intestino. Lá existem centenas de espécies de micro-organismos, protetores ou nocivos à saúde, que convivem em equilíbrio.

As bactérias "boas" têm funções metabólicas, como ajudar no funcionamento do intestino, na absorção de gordura e vitamina B12 e na produção de ácido fólico.
"A função mais importante é controlar bactérias desfavoráveis. Sem elas, nós viveríamos constantemente com infecções", diz Ricardo Barbuti, médico endocrinologista da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Segundo o especialista, há muito se sabe que os antibióticos têm efeito na flora intestinal. O que o estudo recém-publicado mostra é que essas alterações duram muito mais tempo do que se pensava.

"Além de causar um desequilíbrio passageiro, o remédio também seleciona bactérias resistentes. Agora sabemos que essa resistência pode durar mais tempo", explica André Zonetti de Arruda Leite, médico endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

CONSEQUÊNCIAS 



Diarreias, disfunção intestinal e inflamações (colites) são as consequências mais comuns do desequilíbrio da flora intestinal. Tanto faz se o uso do antibiótico é feito de forma correta ou incorreta - por mais ou menos tempo do que o necessário. "O medicamento deve ser usado só quando o benefício compensa o risco e não há outra alternativa", diz Barbuti. Gripes, resfriados ou dores de cabeça não devem ser tratados com antibiótico.

Fonte: Agora São Paulo